Procuram-se engenheiros

Segundo a Abenge, Brasil alcançará a marca de 100 mil engenheiros formados por ano em 2020.

Estudos apontam que há um deficit entre o número de engenheiros formados e o que o mercado precisa. De acordo com um estudo publicado no ano passado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil precisará formar, até 2020, 95 mil engenheiros por ano para sustentar um crescimento econômico anual por volta dos 4%. Uma taxa de 2,5% exigiria mais de 70 mil engenheiros por ano. 

Segundo  dados da Associação Brasileira de Ensino de Engenharia (Abenge), em dezembro de 2012, havia 2950 cursos de engenharia em funcionamento no País. Em  2011,  formaram-se 45.187 engenheiros. Esse número era de 41.112 em 2010, o que representa um crescimento de aproximadamente 10%, que é a média de aumento do número de concluintes da década. A Abenje acredita que, neste ritmo, somente em 2020 será ultrapassada a barreira dos 100 mil engenheiros formados por ano.
 
Enquanto isso há inúmeras vagas para engenheiros disponíveis. A tendência é que esse número aumente nos próximos meses, com as obras de infraestrutura já aprovadas pelo Governo Federal. Além disso, com os eventos que serão realizados no Brasil, como Copa do Mundo e Olimpíadas, há diversas construções e reformas em andamento. 
 
Profissionais estrangeiros
Muitas empresas têm recorrido a profissionais estrangeiros. De acordo com balanço divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego em janeiro, o Brasil concedeu 73.022 autorizações de vistos de trabalho a estrangeiros em 2012. Desse total, 64.682 foram vistos temporários e 8.340 permanentes.
 
Segundo esses dados, nos últimos três anos, o número de profissionais estrangeiros com autorização temporária para permanecer no país cresceu 137%, passando de 2.460 profissionais em 2009 para 5.832 em 2012. Segundo o Ministério, "esses profissionais são altamente qualificados e vêm ao Brasil exercer profissões nas áreas de gerência e supervisão de empresas". As principais áreas são engenharia, tecnologia, análise de sistemas, petróleo e gás, construção civil e infraestrutura.
 
Jovens engenheiros
Para os que ainda estão cursando engenharia ou os recém-formados, há oportunidades em grandes empresas, como a Votorantim Siderurgia, que realiza o Programa Jovens Engenheiros. 
 
O projeto, que pretende selecionar jovens profissionais que queiram seguir carreira no segmento, está com 11 vagas disponíveis em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. As oportunidades estão divididas nas áreas de: aciaria, laminação, manutenção, materiais de distribuição, metálicos, obra fácil e florestal.
 
Dentre os requisitos estabelecidos pelo processo seletivo, o candidato deve ter entre 23 e 28 anos e ter até quatro anos de formado. Além disso, é necessário que o participante seja graduado em algum dos seguintes cursos: engenharia vivil, elétrica, mecânica, metalúrgica, florestal ou de produção. 
 
Com duração de três anos, o programa é focado no aprendizado diário, nos treinamentos técnicos e no desenvolvimento de gestão. O profissional ainda conta com a possibilidade de vivência internacional nas operações siderúrgicas. 
 
As inscrições para o Programa Jovens Engenheiros podem ser feitas até o dia 8 de fevereiro no site www.pagetalent.com.br.  
 
Engenheiros chefes
Os engenheiros com mais experiência também contam com oportunidades, principalmente na área de chefia. De acordo com levantamento feito em 2012 pelo site de carreira Vagas, 57% dos profissionais graduados em engenharia há cinco anos ou mais atuam em cargos de gestão, como supervisão, coordenação, gerência ou diretoria. O levantamento foi feito com base em 105.179 currículos de profissionais graduados na área cadastrados no portal.
 
Por Karine Wenzel/ CIMM



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