Vendas de veículos sobem 25% na primeira metade de janeiro

Balanço da Fenabrave mostra que as concessionárias mantiveram um ritmo forte, mesmo com a cobrança do IPI

Com estoques de unidades com IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) totalmente reduzido, as concessionárias mantiveram um volume forte de negócios neste início de ano apesar da desaceleração em relação ao final de 2012.

As vendas de veículos registraram um avanço de 25,3% na primeira metade do mês na comparação com igual período de 2012, segundo balanço da Fenabrave (associação das concessionárias) divulgado nesta quinta-feira (18). Na comparação com a primeira quinzena de dezembro, houve queda de 17%.
 
Ao todo, foram comercializadas 190,64 mil unidades no período. Os números incluem as vendas de ônibus e caminhões. Se considerados apenas os carros e utilitários, categorias em que há o efeito do IPI, a alta foi de 26,7%.
 
O IPI, que chegou a ser zerado para os veículos populares no ano passado, será retomado neste ano em etapas. A primeira delas passou a valer a partir de 1º de janeiro, com retorno de 2% na faixa com a menor alíquota.
 
O impacto dessa primeira elevação, aliado ao processo de recomposição das margens das montadoras, nos preços finais dos carros é de cerca de 3% de alta, segundo estimativa dos concessionários.
 
As vendas da primeira quinzena do mês, contudo, não refletem ainda esse efeito. Segundo a Anfavea (associação das montadoras), a rede de distribuição iniciou o ano com um estoque de 240 mil veículos já faturados e com alíquota antiga de IPI.
 
O volume seria suficiente para cerca de 20 dias de venda, de acordo com cálculos da entidade. A partir daí, consumidores encontrarão os preços já reajustados nas lojas - novas tabelas das montadoras já foram entregues às concessionárias.
 
A alíquota do IPI passará por novo ajuste no meio do semestre até voltar ao patamar normal (7% para faixa inferior) no meio do ano.
 
A previsão da entidade é que a retomada do imposto ao nível normal provoque uma desaceleração das vendas neste ano. As expectativas variam entre crescimento de 3% a 4%. No ano passado, as vendas atingiram 3,8 milhões de unidades, avanço de 4,6% em relação a 2011.
 



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