Bolívia adia transferência de refinarias

Fonte: Folha Online - 12/06/07

O Ministério dos Hidrocarbonetos da Bolívia adiou nesta terça-feira a transferência das refinarias Guillermo Elder Bell e Gualberto Villarroel, da Petrobras, para a estatal YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), devido à falta de contratação de uma empresa seguradora, segundo fontes do Palacio Quemado (sede do governo boliviano) ouvidas pela rede boliviana de notícias Erbol.

Segundo a Erbol, a contratação de uma empresa de seguros não ocorreu como previsto na noite desta segunda-feira (11), uma vez que as três empresas que haviam se apresentado para a qualificação não atendiam os parâmetros internacionais.

A transferência de administração das refinarias estava prevista para hoje. Devido à falta de contratação da seguradora, no entanto, o ato de transferência ficou adiado para a próxima semana. Até lá, a Petrobras continua encarregada da administração.

Procurada pela Folha Online, a Petrobras informou que ainda havia pendências para que a transferência fosse efetivada, mas não dispunha de detalhes sobre que pendências seriam essas.

Ontem, a YPFB fez o pagamento de US$ 56 milhões referentes à primeira parcela pela compra de duas refinarias no país. A segunda parcela deverá ser paga nos próximos 60 dias.

A agência oficial do governo boliviano confirmou o pagamento. "Nesta manhã, às 8h30, foram depositado os US$ 56 milhões e às 9h30 comunicamos à Petrobras que o fizemos", afirmou o presidente da estatal, Guillermo Aruquipa, à ABI (Agência Boliviana de Informação).

As unidades são as duas maiores que operam na Bolívia e processam cerca de 40 mil barris de petróleo por dia. Para o Brasil, porém, os negócios por lá representam apenas 0,3% do total. Ambas atendem toda a demanda interna de gasolina e 70% da demanda de diesel da Bolívia, além de exportar derivados de petróleo reconstituído para o Chile.

A estatal brasileira decidiu vender 100% das refinarias depois da assinatura de um decreto pelo presidente boliviano, Evo Morales, que afetou o fluxo de caixa da Petrobras na atividade de refino na Bolívia. Até então, apesar da nacionalização anunciada por Morales, a empresa ainda cogitava permanecer no país como parceira do governo vizinho.
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