Setor ferroviário em expansão

Contagem e Sete Lagoas (MG) se tornaram polo da indústria ferroviária nacional

A retomada do setor ferroviário no Brasil deve impulsionar uma indústria que, de certa forma, estava estagnada. Com a reativação de 10 mil quilômetros de trilhos para o transporte de carga e a expectativa de que trens de passageiros também sejam criados, o mercado prevê demanda de mil locomotivas nos próximos cinco anos, com disputa acirrada entre GE Transportation e Caterpillar, ambas situadas em Minas.

A Progress Rail Services, empresa do grupo Caterpillar, inaugurou fábrica em Sete Lagoas em novembro, tendo contrato para fornecimento de 35 veículos e probabilidade de assinar em janeiro outro acordo para mais 18 veículos. A expectativa, no entanto, é que encomendas mais significativas sejam feitas a partir de 2014, quando começarão as obras dos projetos incluídos no pacote de concessões ferroviárias anunciado pelo governo federal. A companhia projeta a criação de um segundo modelo de locomotiva especial para bitola métrica.
 
Recuperação
Distante dali menos de 100 quilômetros, em Contagem, na Grande Belo Horizonte, está a unidade da GE Transportation. A empresa, até então, era a única no país a construir locomotivas. De olho no possível aumento de demanda, a companhia investiu US$ 35 milhões na ampliação da capacidade de produção de 60 para 120 locomotivas por ano. Com adequações na planta, é possível até produzir 240 unidades.
 
Nos últimos cinco anos, as duas cidades mineiras se tornaram polo de recuperação da industria ferroviária nacional. No estado, ainda há a Usiminas Mecânica, que fabrica vagões de carga em Ipatinga, a 200 quilômetros da capital.
 
 



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