CSN e Ternium avançam na disputa por CSA

Empresas devem apresentar suas ofertas nos próximos 60 dias.


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Apenas duas empresas - a argentina Ternium e a brasileira Cia. Siderúrgica nacional (CSN) - estão na corrida pelos ativos de aço do grupo alemão ThyssenKrupp, apurou o Valor. O desfecho do negócio deve acontecer no primeiro trimestre de 2013. As duas concorrentes a futuras controladoras da CSA, usina de aço plano no Rio, e a laminadora do Alabama (EUA), devem apresentar ofertas vinculantes nos próximos 60 dias.

Em maio, a Thyssen pôs à venda as duas unidades, nas quais investiu US$ 10 bilhões. Na avaliação do mercado dificilmente os alemães vão conseguir US$ 5 bilhões pelos dois ativos num momento em que o setor siderúrgico está vivendo sua pior crise desde 2001. "O grupo alemão construiu essas plantas na alta das commodities e do aço e pagou muito caro por elas. Agora, está vendendo na baixa. Quem comprar é que vai se dar bem, pois o setor é cíclico", comentou um interlocutor que observa o processo.
 
O grupo alemão está em conversas com o BNDES para transferir a dívida da CSA, avaliada em R$ 2 bilhões, ao futuro comprador. O banco tem de dar anuência para o empréstimo feito ser transferido. O futuro controlador da CSA será sócio da Vale, que detém 27,3% da siderúrgica. A Vale não tem interesse em vender sua parte na empresa, já disse Murilo Ferreira, presidente-executivo da companhia.
 
Ternium e CSN devem iniciar conversas com a ThyssenKrupp nos próximos dias para preparar as ofertas de compra pelos ativos.
 
Na avaliação de um operador de mercado que conhece as duas empresas, a Ternium, com ações em Nova York, tem mais poder de fogo que a CSN, apesar de ter comprado recentemente uma participação na Usiminas. A CSN, por sua vez, se preparando para aquisições e tem caixa para fazer lance pelos ativos, sem contar com apoio financeiro do BNDES.
 
Vera Saavedra Durão/ Valor Econômico 
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