Pesquisadores utilizam açúcar em fundição

Açúcar funciona como agente ligante e reduz o custo e toxicidade no processo de fundição.

Atualmente, a indústria utiliza as mais distintas resinas para formar moldes sofisticados e chegar a produtos com formas cada vez mais complexas. Porém, algumas dessas resinas podem emitir gases tóxicos, como é o caso das resinas de fenol-formaldeído.

Especialistas da Faculdade de Engenharia Florestal da Oregon State University (OSU), nos Estados Unidos, descobriram que o açúcar funciona muito bem nesta função, o que tornaria o processo mais barato, renovável e sustentável.
 
O professor da OSU e responsável pela pesquisa, Kaichang Li, e um assistente de pesquisa, Jian Huang, identificaram combinações de açúcar, farinha de soja, e amido hidrolisado que devem funcionar de forma eficaz como agente ligante em moldes de areia. Eles garantem que o açúcar sozinho também cumpre essa função. A pesquisa aponta que moldes à base de areia respondem por 70% de todas as peças fundidas de metal.  
 
"Ficamos surpresos como o açúcar pode ligar-se à areia tão fortemente", comenta Li. Ele acrescenta que o açúcar e outros carboidratos são abundantes e baratos e, além disso, não apresentam riscos de toxicidade. 
 
Segundo o pesquisador, eles descobriram como fazer moldes de areia e açúcar resistentes à umidade por acaso, já que o mesmo é altamente solúvel em água. Ele afirma que uma leitura errada da temperatura de um forno levou à descoberta. Com as técnicas desenvolvidas na OSU, a utilização de açúcar como um ligante permite a criação de moldes de areia que ganham força rapidamente e permanecem fortes, mesmo em ambientes de grande umidade, o que é necessário para a sua utilização eficaz em aplicações industriais. 
 
De acordo com Li e Huag, o estudo está pronto para mais testes e a Universidade busca investidores e parceiros industriais para comercializá-lo. 
 
Parcerias
A OSU tem investido em parcerias com a indústria. Nos últimos anos, houve um aumento de 42% do financiamento do setor privado de pesquisa na Universidade, chegando ao valor de US$ 35 milhões.
 
O laboratório do professor Li inclusive já desenvolveu outros produtos. Um deles é uma resina natural feita a partir de farinha de soja que já é comercializada e substitui adesivos à base de formaldeído, usados na fabricação de alguns produtos de madeira.



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