Fábrica da GM começa produção no próximo mês

Unidade no Norte do Estado estará funcionando com toda a sua capacidade até o final de 2013

O vice-presidente da montadora no Brasil, Marcos Munhoz, afirmou que os motores do carro começarão a ser produzidos a partir da segunda quinzena de novembro, na fábrica de Joinville. Até lá, o Onix será comercializado com motores produzidos por São José dos Campos (SP).

Se as projeções da empresa não atrasarem, Munhoz acredita que a fábrica no Norte de Santa Catarina estará funcionando com toda a sua capacidade até o final de 2013. Isso significa dizer que serão produzidos cerca de 75 mil cabeçotes e 100 mil motores por ano, de acordo com estimativa do vice-presidente.

Os cabeçotes são destinados a Rosário, na Argentina, onde a GM tem fábrica, e também à própria unidade de Joinville. Já os motores completos serão todos levados à Gravataí (RS), onde existe a montadora responsável pelo Onix, nas suas versões hatch e sedã — a última versão com produção só a partir do ano que vem.
 
Enquanto a fábrica de Joinville funciona apenas com a produção de cabeçotes, cerca de 40 operários trabalham no local. "Os primeiros empregados foram todas da região de Joinville, de vários bairros", explicou Munhoz.
 
O executivo conta que, inclusive, a mão de obra qualificada no Norte de SC foi um dos três fatores que fizeram com que a GM instalasse uma fábrica no município, porque existe uma tradição metalmecânica muito forte na localidade. "A mão de obra de Joinville é extremamente qualificada. É muito mais complicado fabricar transmissões e motores do que montar um carro, porque o trabalho é mais sofisticado", disse o executivo.
 
Metade da produção seria para a Europa
A segunda fábrica da GM em Joinville, projetada para ficar anexa a que funciona atualmente, está com a construção parada desde julho e será retomada em 2013 apenas se a direção decidir que ela será viável financeiramente. A fábrica foi projetada para exportar transmissores para a Europa, porém a crise no continente mudou os planos da GM do Brasil.
 
"Os volumes de peças que a gente imaginava que eles precisariam não se concretizaram, então decidimos esperar até janeiro para analisar o mercado", enfatizou Munhoz.
 
De acordo com o vice-presidente, a exportação dos transmissores equivaleria à metade da capacidade da segunda fábrica — de 150 mil peças produzidas, 75 mil iriam para o continente europeu. Sem esse mercado, "a fábrica não é viável".
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