Apenas 33% da indústria prevê elevar investimento, diz FGV

Maior parte delas não vai elevar nem diminuir os investimentos.

 

Pesquisa realizada pela Fundação Getulio Vargas (FGV) junto à indústria de transformação e divulgada na sexta-feira (28) mostra que apenas 33% das empresas preveem elevar os investimentos nos próximos 12 meses, enquanto 14% esperam investir menos. A maior parte delas não vai elevar nem diminuir os investimentos.
 
Nos 12 meses anteriores, 35% das empresas disseram ter investido mais e, 21%, menos. Assim, ainda que a parcela das que vão investir mais tenha diminuído, também caiu o percentual daquelas que vão reduzir os aportes.
 
Além de questionar as empresas a respeito dos investimentos, a pesquisa Sondagem de Investimentos da FGV também obteve avaliações a respeito da origem do dinheiro para os aportes realizados em 2011 e os projetados para este ano, além do tipo de investimento realizado em 2011 e previsto para 2012. Ao longo dos meses de julho e agosto, foram consultadas 1.009 empresas, responsáveis por vendas de R$556 bilhões.
 
Com relação à origem dos recursos, os resultados mostram que a participação dos recursos próprios (lucros e reservas reinvestidos) continua sendo majoritária, com participação média de 62% do total em 2011. Nas projeções feitas para este ano, foi registrado um percentual médio similar: 61% do total.
 
Já os empréstimos obtidos dentro do país teriam alcançado 31% em 2011, maior nível desde o início da série histórica da FGV, iniciada em 2000. Para este ano, a participação média dessa modalidade deve ficar em 32% do total, o que seria um novo recorde. Empréstimos no exterior (4%) e outros meios (3%), como subscrição de novas ações, incentivos fiscais, etc, completam a origem dos recursos em 2012.
 
Setores Industriais
Os resultados sinalizam para 2012 que o investimento com recursos próprios deve prevalecer entre todas as categorias, com 69% do total em bens duráveis de consumo e 66% em bens de capital, 62% em bens intermediários, 61% em material para construção e 55% em não duráveis de consumo.
 
Para os empréstimos no país, o maior percentual para 2012 é verificado no setor de não duráveis de consumo, com 38% do total. Em bens intermediários a projeção é de 32% e em material para construção é de 31% do total.
 
Destino do dinheiro
Com relação à composição dos investimentos produtivos, a sondagem captou uma diminuição relativa nos gastos em máquinas e outros equipamentos nacionais. Em 2010, segundo dados apurados em julho-agosto do ano passado, os investimentos destinados a esta finalidade haviam representado 44% do total, em média. Em 2011, a proporção teria baixado a 39%; e nas projeções feitas para este ano reduziram-se ainda mais, para 37%.
 
Entre 2010 e 2011, houve aumento relativo dos investimentos destinados às outras finalidades. Os gastos com ampliação ou reformas, que haviam representado 23% dos investimentos, em média, em 2010, passaram a representar 26% no ano passado; e os gastos com máquinas e outros equipamentos estrangeiros aumentaram de 16% para 19%, no mesmo período de comparação. Nas projeções feitas para 2012, os gastos com ampliação ou reformas e máquinas e outros equipamentos estrangeiros mantiveram-se estáveis em relação aos observados no ano passado (26% e 19%, respectivamente).



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