Minério lidera exportações do Brasil

O aumento da demanda chinesa elevou o preço do minério de ferro, que chegou a US$ 130/ton em julho deste ano

 

Nem mesmo os otimistas acreditam que o preço do minério de ferro voltará ao nível de US$ 130/tonelada registrado em julho. Para eles, o novo nível de equilíbrio está na casa de US$ 110 a US$ 120, que poderia ser alcançado nas próximas semanas.
 
O principal fator que sustenta as previsões é o alto custo de produção das mineradoras chinesas, que tendem a sair do mercado quando a cotação do produto cai abaixo de US$ 120. A consequência é a redução da oferta doméstica e o aumento das importações, o que eleva o preço.
 
Segundo fontes do setor, a China consome 1,1 bilhão de toneladas de minério de ferro por ano, das quais entre 350 milhões e 400 milhões são produzidas no país. Cerca de 40% da oferta doméstica é de alto custo e tende a ser interrompida quando a cotação cai abaixo de US$ 120.
 
O que aumenta o custo de produção na China é o fato de o minério local ter apenas 20% de conteúdo de ferro, o que exige extrações de grandes quantidades para obtenção do produto final. O minério brasileiro chega a ter 62% de ferro.
 
Por isso, mesmo se for incluído o valor do frete, o produto da Vale pode chegar aos portos chineses a um preço menor que o extraído dentro do país.
 
O vertiginoso aumento da demanda chinesa transformou o minério de ferro no principal produto de exportação brasileiro e levou os preços do produto a níveis inimagináveis no começo do século.
 
Em 2001, a China assumiu a posição de maior comprador do minério de ferro brasileiro, com importações de US$ 482,6 milhões, o equivalente a 0,83% das vendas totais do país ao exterior. No ano passado, foram US$ 19,8 bilhões, participação de 7,73% no total dos embarques. / C.T.
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