Faturamento da indústria de máquinas aumenta no ano

Segundo a Abimaq, o setor teve um aumento de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado.

O faturamento bruto real da indústria de máquinas atingiu R$ 6,86 bilhões em agosto, aumento de 2,1% em relação a julho, segundo levantamento divulgado pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). No acumulado do ano, o índice também se mantém positivo, com alta de 0,3% em relação ao faturamento observado entre janeiro e agosto de 2011. Nos primeiros oito meses deste ano, o setor faturou R$ 53,68 bilhões.

O consumo aparente, que analisa a demanda interna de máquinas no país, segue em alta no acumulado do ano. O crescimento entre janeiro e agosto deste ano e igual período do ano passado foi de 3,7%. Ainda na série acumulada, as exportações de máquinas cresceram 10% no período e as importações avançaram 1,9% na mesma comparação.
 
Em agosto, o nível de utilização da capacidade instalada no setor de bens de capital atingiu 75,9% (era de 76,6% em julho e de 81,7% em agosto de 2011). No mês passado, o setor empregava 253.189 pessoas, 3,9% a menos do que o observado um ano antes.
 
O déficit comercial da indústria brasileira de bens de capital apresentou queda no acumulado dos oito primeiros meses de 2012. Houve recuo de 3,1% em relação a igual intervalo do ano passado, para US$ 11,76 bilhões. O presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto, apoia a decisão do governo brasileiro de incluir certas máquinas na lista de produtos que sofrerão aumento na alíquota de importação. Para ele, a medida não é protecionismo, mas uma forma correta de defender a produção nacional. "O Brasil tem que se proteger, e não tem que ter vergonha de fazer isso."
 
O executivo ressaltou, porém, que a medida foi tímida, se considerado o universo de máquinas fabricadas no Brasil. De acordo com a Abimaq, há 1.312 linhas de máquinas registradas no país, das quais 12 entraram na lista. "É uma gota no oceano. A repercussão é muito maior que o efeito que isso vai ter", afirmou Aubert.
 
Por Ana Fernandes/ Valor Econômico 
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