Em novo recorde histórico, venda de veículos sobe 11,52% em agosto

Foram mais de 580 mil unidades de veículos emplacadas, segundo a Fenabrave

O total de veículos emplacados aumentou 11,52% em agosto em relação a julho, para 580.843 unidades, informou nesta terça-feira a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O resultado é recorde histórico do setor, com contagem iniciada em 1957. Sobre agosto de 2011, as vendas do mês passado avançaram 10,18%.

No acumulado do ano, os licenciamentos somam 3.764.755, o que representa uma alta de 0,13% sobre igual período do ano passado. O total de veículos emplacados engloba automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos, implementos rodoviários, máquinas agrícolas e outros.
 
Considerando apenas automóveis e comerciais, foram vendidas 405.518 unidades em agosto, o que equivale a uma alta de 15,40% sobre julho e um avanço de 31,76% sobre igual mês do ano passado. O montante vendido também é recorde histórico.
 
As vendas de caminhões e ônibus em agosto apresentaram crescimento de 13,87% ante julho, porém decréscimo de 25,52% ante igual período de 2011. Foram comercializadas 14.583 unidades no País.
 
Em relação a motos, os emplacamentos somaram 140.641 veículos em agosto, alta de 1,56% sobre julho e recuo de 22,45% ante agosto de 2011. As vendas de implementos rodoviários subiram 9,43% em agosto na comparação com julho e diminuíram 10,55% em relação a igual mês do ano passado. Foram vendidos 4.792 implementos, informou a Fenabrave.
 
Caminhões e autopeças
 
Apesar da recuperação na fabricação de automóveis, que subiu 3,1% em julho ante o mesmo período de 2011, outros subsetores da atividade de veículos automotores, como caminhões e autopeças, continuam a registrar desempenho negativo, segundo o IBGE.
 
O instituto observou um recuo de 10,6% na produção de bens de capital para transporte, que inclui os caminhões. No mesmo período, a parte dos veículos automotores que se enquadra nos bens intermediários, e que representa o segmento de autopeças, viu sua produção despencar 16,4%.
 
Segundo André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, o setor de autopeças ainda reclama de excesso de importados. A queda de veículos automotores em bens intermediários foi de dois dígitos em julho ante julho 2011. "Então, esses impactos positivos que ajudaram a explicar a recuperação de automóveis não necessariamente se abateram no resto da cadeia produtiva. As peças realmente sofrem concorrência com importados", afirmou Macedo.
 
A atividade de veículos automotores responde por cerca de 10% do total da indústria. Outro setor prejudicado em julho, em relação ao mesmo mês do ano passado, foi o de outros equipamentos de transporte. A queda de 52,9% na produção de motocicletas puxou o recuo de 2,7% nos bens de consumo duráveis em julho, apesar da boa performance dos automóveis, eletrodomésticos da linha branca (34,7%) e artigos de mobiliário (4,8%).
 
A fabricação de motocicletas foi reduzida pela concessão de férias coletivas em empresas do setor. Outros destaques negativos na categoria bens duráveis foram os telefones celulares (-33,0%) e eletrodomésticos da "linha marrom" (-9,6%).
 
Por Wladimir D´Andrade/Agência Estado
 
 
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