Faturamento do setor de materiais compósitos cresceu 4,9% no segundo trimestre

De acordo com a Maxiquim, o setor faturou R$ 769 milhões no segundo semestre, o que representa um aumento de 4,9% em relação ao primeiro trimestre

 

O setor de materiais compósitos (materiais de alta resistência) faturou R$ 769 milhões no segundo trimestre, uma alta de 4,9% em relação aos primeiros três meses do ano. Em comparação a igual período de 2011, o resultado foi 9,4% superior. No semestre, o faturamento alcançou R$ 1.502 bilhão, contra R$ 1.418 bilhão (+5,9%) registrado entre janeiro e julho passados. Os dados são da Maxiquim, consultoria contratada pela Associação Latino-Americana de Materiais Compósitos (Almaco).
 
Segundo a Maxiquim, o consumo de matérias-primas caiu 8,8% frente ao primeiro trimestre, totalizando 50.600 toneladas. Para Gilmar Lima, presidente da Almaco, a diferença entre os dois indicadores deve-se à contínua redução dos estoques adquiridos pelos moldadores de compósitos no final do ano passado.
 
A pesquisa indica ainda um salto de 3,4% na receita do terceiro trimestre, chegando a R$ 795 milhões. No ano, a Maxiquim calcula que o faturamento do setor totalize R$ 3.123 bilhões, o que representará um crescimento de 9,5% – em volume, 216.000 toneladas (+3,8%).
 
“Caso se confirme, essa previsão será garantida basicamente pelas aplicações de compósitos atreladas aos programas governamentais, como postes para as novas redes elétricas do Luz para Todos, casas modulares para o Minha Casa, Minha Vida e peças de ônibus para o Caminho da Escola”, comenta o presidente da Almaco. Ele também aposta no aquecimento da demanda proveniente dos mercados de implementos agrícolas e geração de energia eólica.
 
Em 2011, a construção civil liderou o consumo brasileiro de compósitos, com 45% do total transformado, à frente de transporte (18%), corrosão (12%) e saneamento (7%). As aplicações em energia eólica – são empregados compósitos especiais, baseados em resinas epóxi – consumiram 44.700 toneladas e movimentaram R$ 625 milhões.
 
Resultantes da combinação entre polímeros e reforços – fibras de vidro, por exemplo – os materiais compósitos são conhecidos pelos elevados índices de resistência mecânica e química, bem como pela versatilidade. Há mais de 50 mil aplicações catalogadas em todo o mundo, de caixas d´água e tubos a peças de barcos e aviões.
 
 
Tópicos:



Comentários