Fábricas de elevador se unem no Brasil para sobreviver

Grupo de 30 pequenas e médias fabricantes brasileiras fecham alianças para vencer o domínio de três multinacionais que concentram 85% das vendas no mercado nacional

 

Um grupo formado por 30 pequenas e médias fabricantes brasileiras de elevadores se uniu para fazer compras e participar de processos de licitação, em uma tentativa de sobrevivência. Num mercado dominado por três multinacionais - Atlas Schindler, Otis e ThyssenKrupp, que concentram cerca de 85% das vendas -, elas reclamam que, além da concorrência, enfrentam a crescente importação de equipamentos asiáticos promovida pelas líderes do segmento.
 
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, no primeiro semestre deste ano foram importados US$ 110,5 milhões em elevadores e componentes, o correspondente a 70% do que foi importado em todo o ano de 2012 - US$ 159,1 milhões. Procuradas, nenhuma das multinacionais informa o porcentual de importação em seus negócios.
 
O grupo, chamado de Fórum das Empresas Brasileiras Fabricantes de Elevadores (Febrafe) vai ser lançado hoje (08), durante a Expo Elevadores, feira do setor que será realizada em São Paulo. Além de coordenar as ações conjuntas de compra, será porta-voz das empresas na discussão de medidas de incentivo à indústria nacional com o governo, explica o diretor do Fórum das Empresas Brasileiras Fabricantes de Elevadores (Febrafe), Antonio Aparecido Pereira. "A nossa intenção é salvar a indústria nacional", afirma.
 
A empresa comandada por Pereira, a Basic Elevadores, criada em São Paulo há 15 anos, produz cerca de 200 elevadores ao ano. "Desde a fundação, crescíamos em média 20% a 30% ao ano, mas a partir de 2008 ficamos estagnados", afirma. A fabricante importa itens tecnológicos sem produção local, como o acionamento do elevador.
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