Programa Mais Alimentos aumenta limite de investimento

Limite das duas principais linhas de financimento foram ampliados

 

O governo anunciou hoje (05) mudanças no Programa Mais Alimentos, importante linha de crédito para a aquisição de máquinas e equipamentos da agricultura familiar. As modificações foram divulgadas durante o anúncio do Plano de Safra 2012/13 para o setor.
 
As duas principais linhas de financiamento, uma voltada à compra de máquinas e outra para a agroindústria, tiveram seus limites igualados para R$ 130 mil por ano-safra, com a possibilidade de quem já utilizou a linha tomar mais R$ 70 mil.
 
O limite de renda para enquadramento como agricultor familiar passou de R$ 110 mil para R$ 160 mil por ano. Além disso, as indústrias de máquinas que fornecerem produtos para os participantes do Mais Alimentos terão de estar na lista de cadastro do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).
 
Marco Antonio Viana Leite, coordenador do Mais Alimentos, disse que os produtores e as indústrias estão muito animados com essas medidas. Segundo ele, desde o início do programa, em 2008, cerca de R$ 9 bilhões já foram comercializados pelo programa. O montante da safra 2011/12 ainda não foi fechado, mas ele acredita que deve passar de R$ 2 bilhões, o mesmo patamar da temporada anterior. "Além de máquinas, estão vendendo muitos implementos", afirmou.
 
Celso Casale, presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), está otimista e acredita que o aumento da capacidade de compra vai estimular a venda de máquinas.
 
Milton Rego, vice-presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), que representa as grandes indústrias de máquinas, disse que o governo indica claramente que o Mais Alimentos é um programa importante e garante uma estrutura jurídica. Para Rego as medidas indicam que parte já beneficiada pelo programa pode retomar os investimentos e outra parte que não tinha acesso poderá utilizar o programa. "Agora é preciso difundir o programa para mais regiões e tornar-se uma política constante", recomenda. 



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