Indústria tem maior queda anual desde setembro de 2009

Produção do setor caiu 4,3% em maio desse ano na comparação com mesmo período de 2011, aponta IBGE

A produção industrial brasileira caiu 0,9% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal - que considera as influências das épocas do ano. Na comparação com maio de 2011, a produção da indústria nacional recuou 4,3%. Trata-se da maior queda desde setembro de 2009, na mesma base de comparação, quando o indicador recuou 7,6%.

Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados na manhã dessa terça-feira mostram que houve houve uma retração em 17 dos 27 segmentos pesquisados considerando-se o período interanual.
 
O principal impacto foi sentido no setor de veículos automotores, que caiu 16,8% em maio de 2012 ante maio de 2011, influenciado pela queda na produção de aproximadamente 75% dos produtos investigados no setor, com destaque para caminhão-trator, caminhões, automóveis e autopeças.
 
Segundo o gerente de da coordenação da indústria do IBGE, Andre Macedo, a produção de bens de consumo é muito influenciada pelas condições do crédito. O setor, acredita, tem sido influenciado pelo aumento da inadimplência e pelo maior comprometimento da renda das famílias.
 
Resultado esperado
O resultado da indústria ficou dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que estimavam para o mês desde uma queda de 1,30% a uma expansão de 1,10%. Já o resultado anual ficou perto do piso do intervalo das projeções de economistas consultados. Para esse confronto, as estimativas eram de recuo entre 1,50%  e 4,40%.
 
Até maio, a produção industrial acumula quedas de 3,4% no ano e de 1,8% nos últimos 12 meses.
 
Bens de capital
Os dados do IBGE mostram ainda que a produção de bens de capital na indústria - aqueles que são destinados efetivamente para a produção, como as máquinas - registrou queda de 1,8% em maio ante abril. Na comparação com maio de 2011, houve recuo de 12,2%.
 
Até maio, a produção de bens de capital acumula quedas de 12% no ano e de 3,8% nos últimos 12 meses.
 
Por Mônica Ciarelli/Agência Estado
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