Fabricante chinês de caminhões anuncia planta no RS

A Shiyan Yunlihong prevê um investimento inicial de R$ 185 milhões na região

O Governo do Estado e a empresa chinesa Shiyan Yunlihong Industrial and Trade Company assinaram nesta terça-feira (17), um protocolo de intenções que oficializa o projeto de instalação da fábrica de caminhões e de veículos comerciais leves no Rio Grande do Sul. Representantes da companhia confirmaram um investimento de R$ 185 milhões em Camaquã, após negociações que incluíram as cidades de Santa Maria e Tapes.As negociações começaram em dezembro do ano passado.

 
De acordo com a presidente da empresa, Lian Bing Yun, o projeto para a primeira planta no Brasil prevê a instalação de uma fábrica para montagem e produção de comerciais leves e médios, com gradativa nacionalização de componentes, já em 2013. A companhia acredita que em dez meses possa erguer as suas instalações em uma área de 100 hectares escolhida no município da Região Sul. "A previsão é de que em um ano e meio a fábrica entre em operação, inicialmente com uma produção de 5 mil veículos por ano, com a meta de atingir 20 mil unidades em cinco anos", explicou a executiva.
 
A montadora é um dos braços da gigante chinesa Dongfeng Motor Corporation, que produz veículos de passeio, comerciais leves e médios, caminhões, motores, chassis, autopeças, tratores, reboques e ônibus. Em 2009, a companhia produziu 1,9 milhão de unidades na China, gerou 120 mil empregos, com uma receita anual aproximada de US$ 25 bilhões. O governador Tarso Genro destacou que o Rio Grande do Sul está preparado para receber este e outros investimentos. "Temos trabalhadores qualificados que vão nos permitir dar um salto de crescimento com o reforço da nova Política Industrial", afirmou. 
 
A previsão da empresa é de gerar 200 empregos na implantação e 455 postos de trabalho na operação. O Rio Grande do Sul deve responder por 20% das vendas da fábrica, outros Estados da federação responderão por 60% e 20% serão destinados à exportação para países da América Latina e África.A empresa chinesa espera que, no prazo de 60 a 90 dias, esteja em condições de operar no Brasil. 
 



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