Fabricantes de equipamentos agrícolas registram queda na demanda

As empresas fabricantes de equipamentos para cogeração também estão com poucos projetos novos em curso e quase nada de demanda nova. O que foi entregue em 2010 e 2011 praticamente envolveu apenas pedidos realizados antes do biênio.

Depois de vender 30 unidades de cogeração de energia a partir do bagaço da cana entre 2006 e 2008, a Dedini Indústria de Base, de Piracicaba (SP), entregou em 2011 apenas dois projetos, contratados em anos anteriores. Maior empresa de equipamentos para usinas do país, a Dedini ainda não recebeu nenhuma encomenda para 2012 - o que Sérgio Leme, presidente da empresa, espera que volte a acontecer no segundo semestre. "Esse mercado vai voltar a aquecer. Energia de biomassa é estratégico ao país".

A Sermatec, outro importante player nesse segmento, entregou no ano passado o equivalente a cerca de R$ 160 milhões em projetos de cogeração de energia e tem a expectativa de repetir o desempenho neste ano, diz seu presidente, Antônio Carlos Christiano. "Eram demandas paralisadas desde a crise de 2008 e que foram retomadas no ano passado, com entrega prevista até 2013", diz.

Apesar da estabilidade, o volume de vendas de 2011 e a previsão para 2012 estão muito aquém dos cerca de R$ 900 milhões vendidos em 2007 em projetos de cogeração, lembra o executivo. Neste ano, entrou na nossa carteira apenas um projeto novo para cogeração com bagaço de cana. Mas também esperamos um aquecimento a partir do segundo semestre", afirma Christiano.

A consultoria Datagro estima que até 2015 deverão entrar em operação no país projetos de cogeração com bagaço de cana com, no total, 4,866 mil megawatts (MW) médios, o que significa o dobro do montante já instalado no país (4,671 mil MW médios).

De acordo com cálculos de Plínio Nastari, presidente da Datagro, o potencial já existente de biomassa no país pode resultar em uma produção de energia de 20 mil MW médios.

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