P7 movimenta contratos com fornecedores da industria automotiva

Novas linhas de produção foram criadas para atender legislação ambiental

Com o aumento progressivo das exigências para a diminuição de emissão de poluentes por caminhões, montadoras estão obrigadas a partir de janeiro de 2012 a adotar um dos dois sistemas previstos na legislação Proconve 7 (P7), um para veículos leves (EGR) e o outro semi-pesados e pesados (SCR).  A nova norma não exige uma adaptação das peças o novo combustível que deverá ser usado, o S50, que possui redução de enxofre, apenas exige que um sistema mais avançado de filtragem seja instalado nos veículos.

A legislação é equivalente a Euro 5, norma adotada em 2009 pela Europa e permite às montadoras apenas transferir os projetos já adotados no continente. De acordo com o gerente da divisão automotiva da fabricante de pneumáticos Norgren, Bruno Pinotti,  a implantação da lei deve ocorrer em dois momentos. O primeiro é a vinda de projetos e peças já fabricados no exterior. Com o aumento da demanda, haverá uma segunda etapa de nacionalização dos produtos e desenvolvimento de projetos específicos. "Essa segunda etapa deve ocorrer nos próximos anos", avalia o gerente.

Bruno PinottiPor enquanto a empresa está apenas trazendo peças produzidas pelas fábricas da empresa da Inglaterra e Alemanha para adequar em projetos das montadoras. “Como os caminhões antigos podem ser vendidos até março esperamos que a movimentação dos fabricantes para aquisição dos novos componentes inicie a partir deste mês”, comenta Pinotti.

A Tuper, fabricantes de sistemas de exaustão, inaugurou duas novas linhas de produção para atender à nova regulamentação no segundo semestre do ano passado. O investimento foi de R$ 24 milhões e incluem a aquisição de 15 robôs de última geração. Essa estrutura já está sendo utilizada para fornecer componentes para o sistema de pós-tratamento de gases da linha de caminhões e ônibus da Mercedes-Benz.
 
nova linha de producao TuperA segunda linha de produção está destinada a fabricação de catalisadores integrados ao coletor de escape, que trabalha na redução de emissões geradas pelo motor do carro. Essa peça será usada, a partir do segundo semestre deste ano, no novo veículo global da montadora GM.

Os novos sistemas para controle de emissão
A Recirculação do Gás de Escapamento (EGR - sigla em inglês), funciona por meio da qual esse gás retorna à admissão, reduzindo a temperatura da combustão e eliminando óxido de nitrogênio (NOx). Adicionalmente, é necessário um sistema de turboalimentação mais complexo e filtro de partículas no sistema de escape. Este modelo não exige adição do reagente líquido Arla 32 e por isso é indicado para veículos leves e semi-leves.

A Redução Catalítica Seletiva (SCR - sigla em inglês) um reagente líquido (o Arla 32) é pulverizado no gás de escapamento, ocorrendo uma reação química no catalisador que praticamente neutraliza a geração de NOx, quanto ao material particulado (MP), esse poluente é reduzido no próprio motor, durante a combustão.


As mudanças também exigem combustível diesel com um menor teor de enxofre, o S50. De acordo com a cartilha da Anfavea, o abastecimento com outro tipo de óleo diesel leva a carbonização do motor e redução da vida útil do autómovel. A mudança mais significativa é a perda rápida de torque e pode levar o sistema de diagnóstico abordo (OBD) a cortar esta força na primeira parada do veículo.

A nova legislação P7 traz redução de 60% de óxido de nitrogênio (NOx) e de 80% das emissões de material particulado (MP) em relação à fase atual (P5, equivalente à Euro 3, válida para veículos produzidos até dezembro de 2011). Se comparada com o início do Proconve, em 1986, a redução de material particulado da nova fase é de 96,3% e a de NOx, de 87,3%. (Fonte: Anfavea)

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