Falência da Saab não afeta região do ABC

A montadora sueca Saab declarou falência ontem, colocando fim ao longo processo de dois anos para tentar salvar a marca. Essa fabricante, no entanto, não é a mesma que a dos aviões caça, embora o nome seja o mesmo. Seu ramo é o automotivo. Na década de 1990 ambas integravam o mesmo grupo, até que a Saab Automobile foi vendida para General Motors.

O ocorrido, portanto, em nada interfere no andamento das atividades da Saab no Grande ABC, especificamente em São Bernardo, onde, em maio, inaugurou o Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro. A proposta é que a montadora sueca invista R$ 50 milhões em cinco anos.

O Cisb terá como objetivo identificar parceiros entre universidades, empresas e poder público para desenvolver tecnologia de ponta nas áreas de transporte e logística, defesa e segurança, energia sustentável e desenvolvimento urbano.

Corrida
Essa foi a cartada principal da montadora sueca para sair à frente na corrida pela preferência da indústria de defesa nacional. A fabricante do avião caça Gripen NG se propõe a transferir tecnologia mesmo sem saber qual será a decisão do governo federal para a compra das 36 aeronaves que vão renovar a frota da Força Aérea Brasileira.

Sem acordo com a representação da fabricante no Brasil, "a Saab AB é uma empresa de segurança e defesa, por isso não é afetada pela falência da Saab Automobile. Há mais de dez anos as duas são empresas completamente separadas, com donos diferentes, apesar de dividirem o mesmo nome e história".

Procurada pela equipe do Diário, a Prefeitura de São Bernardo não se manifestou até o fechamento desta edição. A companhia serve o mercado global com soluções, produtos e serviços de ponta que vão da área de defesa militar a segurança civil, e possui operações e colaboradores em todos os continentes. A Saab AB tem cerca de 13 mil funcionários. As vendas anuais estão em torno de 24 bilhões de coroas suecas.

Falida
A Saab Automobile, por outro lado, foi vendida pela General Motors em 2010 para a empresa holandesa Spyker N.V.. Em abril, ela passou a ter problemas financeiros e foi forçada a fechar sua fábrica. Como os seus fornecedores não estavam recebendo pelas peças, decidiram suspender o suprimento. Foi quando a linha de produção parou.

Desde então, a direção da empresa, liderada pelo CEO Victor Muller, presidente-executivo da Swedish Automobile, vinha tentando resolver as dificuldades financeiras, buscando novos investimentos e novos donos, inclusive chineses. Mas a controladora anterior, a General Motors, que ainda vendia tecnologia à Saab, vetou negócio com os investidores chineses Pang Da Automobile Trade e Zhejiang Youngman Lotus Automobile.

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