Empresas planejam ir às compras de máquinas e equipamentos

As compras de máquinas e equipamentos deverão aumentar em 2011. Uma pesquisa realizada com  592 empresas. pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e divulgada na última sexta-feira (2), aponta que 90,1% das empresas consultadas pretendem comprar máquinas e equipamentos em 2011 e para 61,3% dessas empresas, as compras serão maiores que em 2010. Já na média de investimentos a previsão da indústria reduziu. Das empresas consultadas  88,7% investiram em 2011, percentual próximo do registrado no ano anterior (89,6%). Para 2012, o percentual das empresas que pretendem investir é 86,6%.

O índice de expectativa de compras de máquinas e equipamentos alcançou 60,3 pontos, valor um pouco abaixo do registrado na pesquisa do ano passado (61,2 pontos). O índice varia entre 0 e 100 pontos; valores acima de 50 pontos indicam expectativa de aumento nas compras de máquinas e equipamentos no ano seguinte, na comparação com o ano corrente.

As empresas com capacidade insuficiente para a demanda esperada (16%) no próximo ano são as mais propensas a aumentar suas compras de máquinas e equipamentos. Entre essas empresas, 79% pretendem aumentar as compras de máquinas e equipamentos. O percentual se reduz para 30% quando consideradas as empresas cuja capacidade instalada é superior à demanda (66%).

Parte expressiva das compras de máquinas e equipamentos será de produtos importados. A taxa de empresas que planejam comprar máquinas do exterior é de 67% . Desses, 40,6% pretendem aumentar suas compras externas em 2011 na comparação com 2010. 40,3% pretendem manter suas compras inalteradas e 19,1% pretendem reduzir suas compras.

Empresários esperam mais recursos de bancos de desenvolvimento
Em 2011, os recursos próprios continuarão a ser a principal fonte de recursos para investimento. Não obstante, as empresas pretendem aumentar a parcela oriunda dos bancos oficiais de desenvolvimento. Caso as expectativas dos empresários se confirmem, a participação dos bancos de desenvolvimento passaria de 19,0% para 23,2%, enquanto o uso de recursos próprios corresponderia a 55,6% dos recursos totais.

Entre as empresas que investiram neste ano, 57,8% tiveram êxito nos projetos. Em 40,3% dos casos, os investimentos foram feitos parcialmente e, para 1,9%, o plano foi cancelado ou adiado.

A pesquisa também mostra que os recursos próprios são a principal fonte de capital para 58,2% das entrevistadas. A segunda fonte (21,8%) são os bancos oficiais de desenvolvimento, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em terceiro lugar, os recursos vêm dos bancos comerciais, sendo que desses 9,8% são instituições financeiras privadas, seguidas pelas públicas, com 7,8%.

Segundo o gerente executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco, as empresas costumam ter expectativa de reduzir os recursos próprios, mas isso acaba não ocorrendo. “Temos uma dificuldade estrutural de financiamento do investimento de recursos captados”, disse. Para ele, as medidas anunciadas ontem (1º) pelo governo para estimular os investimentos estrangeiros nas empresas brasileiras são positivas.

Apenas 2,7% das empresas afirmaram que seus investimentos têm como objetivo principalmente ou exclusivamente atender o mercado externo. Por outro lado, 77,8% das empresas afirmaram que seus investimentos são voltados principalmente ou exclusivamente para o mercado interno.




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