GM terá US$ 150 mi para expansão na Argentina

A General Motors (GM) da Argentina, Uruguai e Paraguai, segue no caminho contrário de montadoras em outros países. Segundo o presidente e diretor-executivo da companhia, o brasileiro Sergio Rocha, a montadora trabalha acima da capacidade e deverá chegar ao fim do ano com produção de 136 mil veículos, índice 25% maior que o ano passado. Em decorrência da falta de capacidade instalada, a empresa anunciou investimento US$ 150 milhões para ampliação da fábrica localizada na província argentina de Santa Fé, onde são produzidos os modelos Agile e Classic.

O novo investimento pretende elevar a capacidade para 170 mil unidades no ano que vem. A GM também anunciou outro volume de US$ 150 milhões para aumentar o capital de giro em 2012. Rocha afirmou que, mesmo com uma desaceleração do mercado brasileiro, destino de cerca de 80% da produção argentina, o ritmo da fábrica local será mantido pela alta na demanda interna. Em 2010, a GM vendeu 78 mil veículos para o Brasil, e em 2011 serão entre 85 mil e 87 mil unidades.

Em 2009, o mercado doméstico argentino absorveu 517 mil unidades e no ano seguinte foram 665 mil. A expectativa é de fechar 2011 com 850 mil veículos comercializados. Segundo Rocha, as taxas de crescimento do mercado argentino aumentam a cada ano, o que resulta na falta de produtos para atender a demanda.

Na crise de 2009, quando a GM foi à bancarrota, o governo argentino emprestou cerca de US$ 60 milhões para o lançamento do Agile. A subsidiária argentina também se comprometeu com o governo que vai substituir importações de autopeças no valor de US$ 150 milhões entre 2011 e 2012 para equilibrar a balança comercial. Isso porque ao longo desse ano, o governo exigiu das montadoras programas de substituição de importações para reduzir o déficit comercial. Para as que não possuem fabricação própria, como Audi e BMW, os planos incluíram o compromisso de vender produtos argentinos como vinho e até arroz no exterior.




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