Siemens investirá em centro tecnológico no Rio

Um dos maiores grupos de engenharia elétrica e eletrônica do Brasil vai construir um centro no Parque Tecnológico da UFRJ, onde concentrará todas as suas atividades de pesquisa e desenvolvimento no País.

O anúncio será feito hoje pelo presidente mundial da Siemens, Peter Löscher, e o presidente do grupo Siemens no Brasil, Adilson Primo, em solenidade no Palácio Guanabara, com a presença do governador Sérgio Cabral. Segundo fontes, a empresa anunciará um pacote de investimentos no País da ordem de US$150 milhões, dos quais US$50 milhões serão aplicados no centro tecnológico carioca.
 
Além de ficar próximo à Petrobras, uma grande cliente, com o centro tecnológico no Rio, a Siemens pretende se aproximar de outros clientes do setor de energia. A empresa está se esforçando, segundo fontes técnicas, para aumentar o conteúdo local de suas fábricas no Brasil e, com isso, conseguir uma fatia do grande mercado em desenvolvimento na área do pré-sal.
 
O governo do Rio, por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, não quis confirmar os investimentos, alegando que este é um assunto de responsabilidade da Siemens. A empresa também não quis detalhar o projeto.
 
De acordo com fontes envolvidas no negócio, o centro tecnológico da Siemens vai ocupar uma área de quatro mil metros quadrados e empregar cerca de 800 pessoas. Além de desenvolver tecnologia offshore e submarina, o centro também será dedicado a pesquisas nas áreas de energias renováveis e softwares. Estão previstas cooperações com diversos laboratórios da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
 
Ao lado da BG, empresa britânica que atua no setor de óleo e gás, e da EMC, companhia americana da área de informática, a Siemens compõe o trio que venceu a última licitação de terrenos do Parque Tecnológico da UFRJ, mês passado. Com isso, os 350 mil metros quadrados do parque estão completos. A estimativa é que os investimentos das cerca de dez empresas que se instalarão no parque cheguem a R$500 milhões até 2013. O valor inclui os centros de pesquisa da Usiminas, da americana Halliburton e da General Electric, apesar de esta última ainda estar negociando um terreno próximo ao do parque, a Ilha do Bom Jesus, hoje considerada área militar.
 
A atração de centros de pesquisa para o Rio é apenas uma ponta dos investimentos que a cidade está recebendo. Levantamento da Rio Negócios, a agência de promoção de investimentos do município, mostra que nos últimos 13 meses - tempo de atuação da agência - foram atraídos 14 projetos para a cidade, que somam R$1,8 bilhão. A cifra está bem acima da meta de R$600 milhões em 24 meses, estabelecida quando a Rio Negócios foi criada em maio de 2010. Entre os projetos que vingaram estão o laboratório da IBM e o centro de distribuição de bebidas da britânica Diageo, dona de marcas como a Johnnie Walker e Smirnoff, além do centro tecnológico da GE.

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