Produção industrial recua 2,1% em abril, segundo IBGE

A produção industrial caiu 2,1% em abril na comparação livre de influências sazonais com março, quando havia aumentado 1,1%, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta terça-feira.Trata-se da maior contração da indústria desde dezembro de 2008, quando o país sofria o auge da crise global e o setor registrou queda recorde de 12,2%. Na comparação com abril de 2010, houve queda de 1,3%. De janeiro a abril, a produção fabril acumulou alta de 1,6%. Já no acumulado dos 12 meses encerrados em abril, a taxa ficou em positiva em 5,4%, segundo o IBGE.

De março para abril, a produção da indústria caiu em todas as categorias. Em bens duráveis a queda foi de 10,1%, em bens intermediários, de 0,6%, bens semi e não duráveis, houve recuo de 1,5%, enquanto em bens de capital, a baixa foi de 2,9%.As quedas de maior peso forma de máquinas e equipamentos (-5,4%), produtos de metal (-9,3%), veículos autores (-2,8%) e alimentos (-2,4%). Com desempenho mais favoráveis, ficaram a indústria farmacêutica, com crescimento de 3,3% e indústria extrativa, alta de 2,5%.

Crédito
Os dados de abril da indústria revelam, pela primeira vez, um impacto mais forte da alta dos juros e das medidas de contenção do crédito adotadas pelo Banco Central para esfriar a economia. Segundo André Macedo, economista do IBGE, a queda da produção de bens duráveis --10,1% de março para abril-- indica que as medidas de política monetária já atuam sobre a produção fabril."Há um arrefecimento da oferta de crédito e uma alta nas taxas de juros praticadas. Isso surtiu efeito não só em bens duráveis, mas também na indústria como um todo."

Além do crédito mais restrito e da alta dos juros, diz, outros fatores, como o crescimento mais moderado da renda, também explicam a freada da indústria. Para Macedo, as maiores importações, em volume, também levaram a indústria a um pior desempenho em abril. Somados, diz, todos esses fatores fizeram a indústria mudar de tendência e registrar a maior queda desde dezembro de 2008 em abril, após expansão acumulada de 3,3% de janeiro a março ante os três meses imediatamente anteriores na taxa com ajuste sazonal
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