Indústria de SC planeja investir 18% mais este ano

A indústria catarinense deve ampliar os investimentos em relação ao ano passado. Segundo pesquisa apresentada ontem pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), que ouviu 133 empresas entre janeiro e abril, há uma previsão de que R$ 1,6 bilhão serão aplicados pelas empresas catarinenses em 2011. O valor é 18% superior ao executado em 2010, ano em que foram investidos, segundo a entidade, R$ 1,3 bilhão.

Apesar do aumento no volume de recursos, um número menor de empresas pretende realizar investimentos este ano. Segundo a pesquisa, 70% das companhias entrevistadas têm esta intenção. Em 2010, o levantamento mostrou que 83% das empresas realizaram investimentos.

A economista da Fiesc, Márcia Camilli, vê com otimismo as perspectivas para 2011, já que 22% das empresas responderam que ainda não haviam definido planos de investimento para este ano. Segundo o levantamento, entre os setores indecisos com maior perspectiva de aplicação de recursos estão o de alimentos e bebidas e o de produtos têxteis.

Até 2013, a perspectiva de investimentos é de R$ 2,48 bilhões, sendo que mais da metade - R$ 1,6 bilhão - deve ocorrer este ano. O setor de metalurgia, seguido pelo segmento de celulose e papel e alimentos e bebidas, lidera em previsão de investimentos no levantamento feito pela Fiesc. Entre as principais finalidades dos investimentos estão aquisição de máquinas e equipamentos, aumento da capacidade produtiva e atualização tecnológica.

O estudo também mostra o aumento do número de empresas que pretende recorrer ao financiamento de bancos de fomento em vez do uso de capital próprio. A previsão é utilizar 44% de recursos próprios, 32% de financiamentos de bancos de fomento, 12% de bancos privados nacionais e 7,4% de bancos de fomento via bancos privados, entre outros. Segundo Henry Quaresma, diretor da Fiesc, o resultado demonstra a tendência de as empresas protegerem o capital próprio para o fluxo de caixa ao conseguirem recursos com taxas de juros atrativas.

Apesar da recuperação, os volumes de investimento ainda não retomaram o patamar de 2008, o maior da série histórica elaborada pela Fiesc. Segundo a pesquisa, naquele ano a indústria catarinense investiu R$ 2,1 bilhões. Entre as empresas entrevistadas, 59,5% informaram que a atividade industrial já retornou aos patamares pré-crise.

Para Quaresma, a previsão para 2011 reflete uma tendência de "crescimento vegetativo" do setor industrial catarinense. Na avaliação do diretor, setores que conseguiram manter as exportações apesar da valorização cambial reúnem as empresas com previsões mais vultosas de investimentos para este ano.

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