Prototipagem rápida diminui custo de peças

O modelo é fornecido por software do sistema CAD e a peça é gerada pela união de camadas

A prototipagem rápida é uma tecnologia que possibilita produzir modelos e protótipos a partir de informações geométricas do modelo sólido 3D gerado no sistema CAD. Ao contrário dos processos de usinagem, que subtraem material da peça bruta para se obter o produto desejado, esse sistema gera a peça a partir da união gradativa de líquidos, pós ou folhas de papel.

Surgido em 1987, nos Estados Unidos, é uma técnica aplicada em setores como o automobilístico, aeronáutico, máquinas e fabricação de moldes. As máquinas de prototipagem rápida produzem peças em plásticos, madeira, cerâmica ou metais, a partir de seções transversais da peça obtidas por um modelo 3D, sendo construída camada por camada.

Os dados para as máquinas de prototipagem são gerados no sistema CAD no formato STL, que aproxima o modelo sólido por pequenos triângulos ou facetas. Quanto menor forem estes triângulos, melhor a aproximação da superfície, ao custo, naturalmente, de maior tamanho do arquivo STL e tempo de processamento.

Uma vez que o arquivo STL é gerado, as demais operações são executadas pelo próprio software que acompanha as máquinas de prototipagem rápida. Basicamente estes softwares irão, além de operações básicas de visualização, gerar as seções tranversais do modelo que será construído. Tais dados são então descarregados para a máquina que irá depositar as camadas sucessivamente até que a peça seja gerada.

Este processo possibilita uma maior velocidade e menor custo na obtenção de protótipos se comparado aos processos tradicionais de usinagem. Além disso, em certos casos, permite a obtenção de matrizes capazes de produzir uma quantidade limitada de peças, ideal para o emprego na produção de lotes pilotos. Dessa forma, as empresas podem desenvolver produtos mais rapidamente e com menor custo, e, principalmente, com um acréscimo na qualidade por meio de uma melhor avaliação do projeto.

A prototipagem rápida também permite uma diminuição das incertezas e riscos. O ferramental é um bom exemplo, pois diminui drasticamente o risco de perda por falhas no projeto. O produto também passa por uma análise mais detalhada, já que uma vez tornado físico pode ser melhor avaliado antes da decisão de dar continuidade ao seu desenvolvimento.

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