Emprego na indústria tem desempenho recorde

O setor de máquinas e equipamentos ficou entre as maiores taxas com aumento de 8,3% do pessoal assalariado

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) o emprego industrial fechou 2010 com alta de 3,4% em comparação com 2009. Apesar de recuar 0,1% em dezembro, desde fevereiro que os números se mantinham positivos e aumentando. Com isso, 2010 encerrou com a maior taxa desde 2002. No entanto, o avanço foi favorecido pelas baixas taxas de emprego registradas em 2009, quando fechou o ano em queda de 5%.

Para o IBGE, os dados refletem a recuperação gradual da indústria ao longo do ano. Todas as 14 regiões pesquisadas mostraram crescimento em relação a 2009. A principal contribuição ficou com São Paulo (3%), seguido do nordeste (3,4%), Minas Gerais (3,9%), região norte e centro-oeste (4,6%), Rio Grande do Sul (3,6%), Santa Catarina (3,9%) e Rio de Janeiro (4,4%).

O setor de máquinas e equipamentos contribuiiu com o aumento em 8,3% do pessoal assalariado no setor. Destaque para o segmento da indústria paulista (7,5%) e do Rio Grande do Sul e Santa Catarina (12,9%). Outros setores que tiveram destaque foram o de produtos de metal (10%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,0%), metalurgia básica (10,8%) e borracha e plástico (6,2%). Dos 18 segmentos pesquisados, em 13 houve exansão.

Horas pagas
O número de horas pagas também obteve crescimento, avançando 4,1% em relação ao ano anterior, quando se registrou queda de 5,3%. Os principais avanços vieram de São Paulo (3,7%), regiões nordeste (4,6%), norte e centro-oeste (5%), Rio Grande do Sul (4,2%), Rio de Janeiro (6,6%) e Minas Gerais (3%).

Setorialmente, o segmento de máquinas e equipamentos foi o que mais contribuiu para o aumento nas horas pagas, com crescimento de 9,7%. Os outros setores que mais contribuiram foram os de meios de transporte (8,8%), produtos de metal (7,9%), alimentos e bebidas (2,2%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (7,6%) e metalurgia básica (11,8%).

Os principais setores que puxaram para baixo o índice foram os de vestuário (–2,2%), madeira (-5,2%) e refino de petróleo e produção de álcool (-5,4%).

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