Indústria está menos confiante, aponta levantamento da CNI

O ICEI (Índice de Confiança do Empresário Industrial) alcançou 61,5 pontos em dezembro, o mais baixo deste ano, segundo levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgado nesta sexta-feira. No ano, a queda acumulada é de 7,2%.

De acordo com a CNI, mesmo com o baixo desempenho em dezembro, o indicador está acima da média histórica que é de 59,6 pontos. Os valores do ICEI variam de zero a cem. Acima de 50 indicam que os empresários estão confiantes.

O ICEI recuou em 16 dos 26 setores pesquisados. As maiores quedas em relação a novembro foram registradas no segmento de outros equipamentos de transportes, vestuário e acessórios, calçados e papel e celulose. No segmento de outros equipamentos de transporte, o índice caiu de 70,7 pontos em novembro para 62,4 pontos em dezembro.

Conforme a pesquisa, o ICEI aumentou mais de dois pontos nas indústrias de metalurgia básica, equipamentos hospitalares e de precisão e de máquinas e materiais elétricos. Na metalurgia básica, o índice subiu de 53,4 pontos em novembro para 57,8 pontos em dezembro.

A pesquisa, feita com 2.025 empresas entre 29 de novembro e 15 de dezembro, revela ainda que os industriais estão menos confiantes com desempenho da economia e da empresa no futuro. O índice de expectativas para os próximos seis meses caiu 7,4 pontos em dezembro na comparação com janeiro deste ano e ficou em 64,4 pontos.

O índice de expectativa sobre o desempenho da economia nos próximos seis meses caiu de 61,3 pontos em novembro para 60,7 pontos em dezembro. O índice de expectativa sobre o desempenho da empresa nos próximos seis meses recuou de 66,9 pontos para 66,4 pontos.

A pesquisa da CNI ouviu 1.105 empresas de pequeno porte, 638 médias e 282 grandes.

Menos otimista
Já a Sondagem Industrial mensal, realizada pela CNI em novembro, revela que as expectativas dos empresários da indústria para os próximos seis meses continuam cada vez menos otimistas.

Segundo a pesquisa, a produção da indústria manteve crescimento moderado em novembro, com 52,7 pontos. O baixo ritmo de crescimento, aponta o levantamento, se refletiu no nível de UCI (utilização da capacidade instalada), que, pelo oitavo mês consecutivo, permaneceu próxima ao usual, com 50,4 pontos.

Os estoques de produtos finais também confirmam o ritmo moderado da produção, mantendo-se em novembro nos níveis planejados pelas empresas, com 50,2 pontos.

Segundo o levantamento, as perspectivas dos industriais sobre a demanda, com 55,2 pontos, e compras de matérias-primas, com 53,6 pontos, apesar de otimistas, por se situarem acima dos 50 pontos, registram os menores índices desde julho de 2009.

Já a expectativa sobre as exportações permanece negativa, com 48,3 pontos em novembro. A Sondagem Industrial foi realizada entre 29 de novembro e 15 de dezembro com 1.626 empresas, das quais 914 pequenas, 481 de médio porte e 231 grandes.

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