Brasil deve investir mais em usina nuclear

O número de usinas nucleares a ser construída no Brasil ainda é uma incógnita. Previsões iniciais mostravam que até 2030 mais quatro usinas seriam construídas, além da Angra 3, já em construção. No entanto, Samuel Pinheiro, ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, diz que não se sabe ao certo quantas serão, mas pode ser menos do que se planejava inicialmente.

Os investimentos podem chegar a R$ 40 bilhões nos próximos 15 anos, gerando cerca de 50 mil empregos no setor. Os dados são da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM). Um estudo organizado pela CNEM vai apresentar as necessidades das usinas, de formação profissional para atuação na área, os locais para instalação, além de mostrar o que será preciso produzir em equipamentos tecnológicos, componentes eletromecânicos e peças usadas no ciclo do combustível nuclear.

O índice de nacionalização das novas usinas também deve aumentar. Para Angra 3, a expectativa é que o valor já ultrapasse 50%, e para os próximos projetos é de alcançar 70%. Quando estiverem em operação, as novas usinas poderão acrescentar 4 mil megawatts no sistema elétrico brasileiro, metade disso no nordeste e a outra metade no sudeste.

Angra 3 está prevista para entrar em funcionamento em 2015, 30 anos após a instalação de Angra 1, a primeira usina nuclear do Brasil, e 15 anos depois de Angra 2. O prazo inicial para as outras, que ainda não começaram a ser construídas, é 2030.

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