TIG - O galã das soldagens

Conheça as características do processo utilizado quando o que mais importa é a beleza, sem se preocupar com valores

Imagens: Divulgação

A soldagem TIG é utilizada, principalmente, quando a qualidade da solda produzida é mais importante que seu custo de produção. O processo é suave e estável, deixa poucas deformações na peça, fornecendo melhor aspecto e acabamento, e necessita de pouca limpeza após a operação. No entanto, o valor dos equipamentos e consumíveis (gás inerte e eletrodo de tungstênio) é alto e a produtividade e rendimento muito baixos, além de exigir boa formação da mão de obra empregada.

Por causa destas características a soldagem TIG é utilizada especialmente para alumínio, magnésio e suas respectivas ligas , aço inoxidável, metais especiais como titânio e molibdênio e peças de pequena espessura (na casa de mm), apesar de ser aplicável na maioria de metais e suas ligas. Com a utilização de metal de adição, também pode soldar chapas espessas, principalmente em ligas leves e aços inoxidáveis. É o principal processo quando se trata de ligas leves e metais especiais.

Outra característica da soldagem TIG é a utilização do próprio metal de base como metal de adição. Para isso só é preciso cortar de forma apropriada o metal de adição.

Os equipamentos basicos para o processo são uma fonte de energia elétrica, uma tocha de soldagem, uma fonte de gás protetor, um dispositivo para abertura do arco e cabos emagueiras. Mesmo sendo um processo geralmente manual, também pode ser automatizado, na fabricação em série. Nesse caso, existem duas versões, uma com metal de adição e outra sem.

A sigla TIG é proveniente do inglês Tungsten Inert Gas (no alemão denomina-se WIG, sendo o W o símbolo químico do tungstênio=wolfrâmio). A denominação vem da utilização de eletrodos de tungstênio em atmosfera de gás inerte no processo de soldagem. Em condições normais, os eletrodos mais comuns (de 150mm e 170 mm) duram 30 horas de arco aberto.
 

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