Indústria de máquinas vai investir 20% mais

Crescimento da economia e programas do governo melhoram perspectivas de negócios

Foto: Divulgação

A indústria brasileira de máquinas e equipamentos deverá investir R$ 8,9 bilhões em 2010, 20% mais que os R$ 7,43 bilhões do ano passado, segundo pesquisa divulgada ontem pela Abimaq, entidade que reúne as empresas do setor. Esse movimento é motivado pela melhora nas perspectivas de negócios, puxados pela retomada do crescimento da economia e por programas de governo, como o Minha Casa, Minha Vida, do setor habitacional.

Projetos relacionados à exploração do pré-sal e à realização da Copa do Mundo, em 2014, e da Olimpíada, em 2016, também fazem os empresários apostarem na modernização e ampliação das fábricas. Além disso, eles aproveitam os incentivos fiscais para troca de maquinário. Do total de investimentos previstos este ano, R$ 5,587 bilhões serão destinados à compra de máquinas e equipamentos. O número representa crescimento de 49% em relação aos R$ 3,756 bilhões de 2009.

"A maior parte desses recursos será aplicada na substituição de máquinas velhas por novas, o que deve representar 80% dos investimentos nas linhas de produção", disse o presidente da Abimaq, Luiz Aubert Neto. Segundo ele, a idade média das máquinas em uso no setor é superior a 20 anos.

Para Aubert, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cujo prazo de vigência foi prorrogado até o fim de junho próximo, teve influência decisiva nos planos de boa parte das empresas do setor.

"Quando o empresário encontra uma linha de crédito de dez anos que cobra juro nominal de 4,5% ao ano, taxa real zero, com dois anos de carência, ele aproveita para melhorar sua competitividade", ressaltou o presidente da Abima.

Segundo a entidade, os fabricantes de máquinas e equipamentos faturaram R$ 4,63 bilhões em janeiro, valor 17,1% superior ao de igual período de 2009, o pior janeiro da pesquisa. Na comparação com dezembro do ano passado, houve queda de 26,3%, primeiro recuo após dois meses de altas. "Acreditamos que janeiro será um ponto fora da curva em 2010", ponderou Aubert. Para o ano, ele prevê alta de 18% a 20%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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