Hitachi projeta condicionadores de ar com SolidWorks

Fotos:Divulgação

Tropicalização. Este é um dos motivos do sucesso da Hitachi Ar Condicionado no mercado brasileiro. Atuante no país desde 1972, a empresa de origem japonesa projeta e fabrica aqui boa parte dos aparelhos que se destinam ao continente sul-americano. Desde 2007 os produtos de Hitachi Ar Condicionado recebem o toque do software CAD SolidWorks, da Dassault Systemes.

“Os mercados brasileiro e sul-americano têm certas especificidades, principalmente em relação ao clima e à variação de temperatura, que precisam ser respeitadas”, explica o gerente de projetos da Hitachi Ar Condicionado, Francisco Lemes. “Por isso, projetamos e construímos aqui, com qualidade de nível mundial, aparelhos, peças e componentes que atendam a essas particularidades.”

A diversidade que existe entre clientes e os portes de instalações também é levada em conta. As cinco linhas de produtos da Hitachi Ar Condicionado contemplam desde aplicações residenciais até instalações industriais de pequeno, médio e grande porte. Os modelos mais simples, como os de janela, e os Split Hi Wall (de pequeno porte) são projetados em parques mundiais da Hitachi no Japão e em outros países do continente asiático. Quanto aos outros sistemas, 100% dos componentes de sua parte externa – como condensadores, gabinete, peças, válvulas, tubos e filtros – são projetados ou desenhados pela Hitachi Ar Condicionado do Brasil. Condensadores, gabinetes e tubos, por exemplo, são projetados (e, às vezes, fabricados internamente); já as peças adquiridas no mercado, como válvulas, filtros e materiais elétricos, são adicionadas ao desenho como parte do projeto. “Também são projetadas aqui as Centrais de Água Gelada, ou “Chillers”, que chegam a ter 13 metros de comprimento”, completa Lemes.

Preferência entre especialistas
É preciso levar em conta que o centro de produção e desenvolvimento da Hitachi é em São José dos Campos (SP), em um dos maiores pólos industriais do país, com indústrias como GM e Embraer, além de diversos órgãos de ensino e pesquisa como o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

O capital humano da região, representado pela alta concentração de técnicos e engenheiros, teve seu peso na escolha do SolidWorks pela Hitachi. “Não pudemos deixar de levar em conta que muitos engenheiros que trabalham na cidade dominam o funcionamento do SolidWorks, que por sinal é bastante fácil de usar”, ressalta Lemes.

Lemes ressalta que, embora os softwares antigos ainda sejam utilizados – “Há muito material de arquivo que exige sua utilização”, diz –, a migração para o novo ambiente tem sido fácil, principalmente por causa do apoio fornecido pela revenda local. Hoje, embora já esteja perfeitamente integrado ao dia-a-dia da empresa, o SolidWorks ainda surpreende pela versatilidade. “O software nos ajuda até a confeccionar desenhos e esquemas voltados para uso em material de marketing”, diz o gerente. A engenharia agradece.




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