Pirelli investe US$ 200 milhões no Brasil

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O grupo Pirelli anunciou hoje investimentos de US$ 200 milhões entre 2009 e 2011, para elevar a capacidade produtiva no Brasil. O objetivo da companhia é incrementar o faturamento na ordem de 10% no período, na comparação com 2008. O recurso será somado aos US$ 100 milhões já investidos no ano passado.

Com a operação, a produção brasileira de pneus da Pirelli para veículos e motocicletas deverá crescer 20% até 2011. De acordo com o presidente da Pirelli, Marco Tronchetti Provera, um terço do investimento total - US$ 300 milhões entre 2008 e 2011- será direcionado à pesquisa e desenvolvimento, enquanto que o restante irá para expansão da capacidade produtiva.

Este montante total é igual ao recurso injetado nas fábricas brasileiras entre os anos de 2004 e 2007, em inovação tecnológica das fábricas, na renovação do portfólio de produtos e aumento na produção.

Hoje, a Pirelli atua no Brasil por meio de cinco fábricas, sendo elas em Santo André (SP), Sumaré (SP), Campinas (SP), Feira de Santana (BA) e Gravataí (RS). No total são 9.944 funcionário espalhados pelo País.

Sem informar cifras, o CEO da Pirelli Pneus na América Latina, Guillermo Kelly, afirmou que no primeiro semestre de 2009 houve um aumento da participação da empresa no mercado, com destaque para veículos de passeio, que "registraram ganhos expressivos", enquanto que o segmento de caminhões ainda não voltou ao normal.

Entre 2005 e 2008, as vendas da Pirelli na América do Sul cresceram 21%. No ano passado, o faturamento da companhia ficou em US$ 2,1 bilhões, sendo que o Brasil contribuiu com mais de 60% no resultado (US$ 1,2 bilhão).

"Parte dos investimentos anunciados hoje vai permitir que o aumento da capacidade produtiva atenda o mercado local. Além disso, a operação vai melhorar a presença da empresa na região Pacifico", disse Guillermo Kelly, considerando que o Brasil é o principal mercado da América Latina.

Já o CEO mundial da Pirelli Pneus, Francesco Gori, observou que a companhia está passando pela crise financeira mundial sem desaquecer seus investimentos. "Os desenvolvimentos de novas tecnologias e pesquisas são fundamentais para uma empresa, como por exemplo, pneus com tecnologia verde", aborda.

Segundo com o executivo, as montadoras estão interessadas neste tipo de produto que a companhia está querendo desenvolver. "É lógico que isto tem um custo superior, mas chegaremos em um acordo com as montadoras, de forma também que não desfavoreça o consumidor final", considerou Gori.

Gori afirmou ainda que uma recuperação no mercado mundial de pneus está previsto somente para 2012. Para este ano, a expectativa é de queda em torno de 12%.
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