Abimei quer estímulo do BNDES

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Associação de importadores defende que pacote do Governo de incentivo a máquinas e equipamentos não estimule apenas fabricantes nacionais. Abimei quer que banco reabra financiamento para a importação

Os importadores de máquinas e equipamentos também querem ser contemplados no pacote de estímulo do setor que está em discussão no Governo. A Associação Brasileira dos Importadores (Abimei) solicitou ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que a reabertura de uma linha de financiamento para a importação do produto seja uma das medidas de incentivo do pacote.

Até agora, a Abimei não recebeu um retorno do BNDES sobre o pedido. Os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento estão discutindo o pacote com o banco e devem anunciar as medidas nesta semana.

Segundo o presidente da Abimei, Thomas Lee, a entidade concorda com todos os pleitos da Associação Brasileira da Industria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), que representa os fabricantes nacionais.

Além dos pedidos de desoneração tributária e crédito à vista do ICMS, os importadores querem o retorno da linha de crédito Finamin do BNDES. Trata-se de uma modalidade antiga para financiamento de equipamentos importados, semelhante ao Finame. Com abertura esporádica e por tempo determinado, o Finamin registrou sua última operação há três anos, diz Lee.

Segundo ele, a reabilitação da linha de crédito vai aumentar em cerca de 30% a venda de máquinas importadas imediatamente. O setor foi fortemente debilitado pela crise econômica e opera hoje com um volume de vendas 70% abaixo do registrado em 2008, quando foi importado um volume de US$ 2 bilhões em máquinas.

Lee defende que o pacote do Governo não seja apenas uma modalidade de estímulo aos fabricantes nacionais de máquinas e equipamentos. "Não vamos restringir o auxílio a um setor menor, dos fabricantes de máquinas, mas sim a um maior, de toda a indústria consumidora de equipamentos", afirma Lee.

O presidente da Abimei admite que a recente desvalorização do dólar deve favorecer o setor, pois tornará os produtos mais baratos aos consumidores. Mais do que o câmbio valorizado, no entanto, Lee afirma que o setor precisa de um retorno da atividade econômica e de melhores condições de crédito para se recuperar.
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