Fundição investirá R$ 3 milhões em máquinas da Okuma

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O aumento da competitividade provocado, principalmente, pela entrada de produtos importados de países de baixo custo industrial no mercado brasileiro obrigou muitas empresas do setor de fundição a buscar formas de imprimir maior valor agregado aos seus produtos. Grande parte delas optou pela criação de unidades internas para usinagem das peças.

A Fundição Brasileira de Alumínio – FBA – especializada em fundição de alumínio injetado sob pressão, foi uma das que seguiu nessa direção, o que lhe propiciou, de 2002 para cá, um crescimento anual médio da ordem de 30%. Para 2008 os investimentos programados apenas para a área de usinagem da empresa somam R$ 5 milhões. desse total R$ 3 milhões serão aplicados na aquisição de equipamentos de última geração da Okuma.

Na avaliação de Ocimar Bulla, Plant Manager da FBA, um dos principais fatores que contribuíram para a empresa crescer de forma contínua nos últimos seis anos, a uma média três vezes superior à da China, que se manteve entre 10% e 12% , foi o emprego de máquinas sofisticadas para usinagem das peças. “Percebemos que a empresa que não agregasse valor ao seu produto fatalmente perderia mercado e por isso decidimos criar uma unidade específica de usinagem e a equipamos com tecnologia de ponta”, destaca o gerente.

Esse processo continua em expansão. No início deste ano a FBA comprou dois centros de usinagem horizontal modelo MA-500, da Okuma, utilizados para usinar o suporte da árvore de comando dos motores da família 1 da General Motors e agora, no segundo semestre, estão sendo adquiridos  mais dois centros MA-500 para usinagem das carcaças de direção hidráulica da montadora.

“Temos uma parceria de longa data com a Okuma, iniciada há alguns anos com a compra de dois centros de usinagem vertical modelo MCV40. Ficamos muito satisfeitos com os resultados obtidos e com a qualidade das máquinas, o que nos levou a renovar a parceria este ano”, justifica Bulla, acrescentando que os planos para 2009 prevêem a aquisição de mais quatro equipamentos da Okuma.

De acordo com Alcino Bastos, gerente geral da subsidiária brasileira da Okuma, os centros de usinagem  fornecidos  para a FBA  pertencem à terceira geração de uma linha de máquinas cuja tecnologia inovadora é comprovada e reconhecida por empresas de diferentes áreas em todo o mundo. “São produtos que, seguramente, irão atender às expectativas da FBA uma vez que contam com sistemas de refrigeração com dupla camisa, que otimiza a estabilidade térmica e dimensional do conjunto motor spindle, assegurando a extrema precisão, inclusive em ambientes críticos”, destaca Bastos.  Outra característica importante das máquinas MA-500, segundo o executivo, é que apesar de serem seriadas, permitem agregar uma série de opcionais, de acordo com a necessidade da empresa.

Novos investimentos
Atualmente a unidade de usinagem da FBA produz 1250 toneladas de peças de alumínio por mês que deverá saltar para algo próximo a 1600 toneladas/mês a partir de 2009, quando as novas máquinas estarão totalmente instaladas e em operação. “Sem dúvida esse setor é um grande agregador de valor no nosso faturamento e os planos são de continuar apostando nesse sentido. Ainda temos espaço para crescer, uma vez que usinamos apenas 50% das 60 mil peças que injetamos diariamente”, destaca Bulla.

A empresa também tem planos de expandir a sua área de fundição e para isso está investindo R$ 20 milhões na construção de uma nova unidade que terá capacidade para fundir, no processo de baixa pressão, 1200 cabeçotes de motor por dia e que serão fornecidos para a Volkswagen.  Hoje a FBA dispõe de uma planta fabril com 9.600 m2 e a nova planta de fundição somará 3.600 m2, ambas situadas na cidade de Tatuí, interior de São Paulo. “Somos a segunda fundição de alumínio injetado sob pressão do Brasil e a maior fundição do país com capital 100% nacional”, destaca Bulla.

O rol de clientes é formado basicamente pelas principais montadoras e sistemistas do setor automotivo e a empresa se diferencia dos concorrentes por apresentar um dos mais baixos PPMs (parte por milhão) do mercado – índice que mede as peças com defeito em lote de um  milhão.  “Para 90% dos nossos clientes o PPM situa-se na faixa de 0 a 9, e nos 10% restantes, de 10 a 99, enquanto que a média no ramo de fundição é muito maior que isto, geralmente com PPMs de 3 digitos, completa Bulla. 

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