Inal anuncia investimentos para os próximos anos

Foto: Divulgação

Com 10% do mercado nacional de aços laminados, a Inal, classificada entre as vinte maiores distribuidoras do produto no Brasil, encerrou 2008 com 418 mil toneladas de aço comercializadas, 5% menos do que em 2007. A empresa, que já registrava 10% de aumento no volume de negócios até agosto do ano passado, foi duramente atingida pela crise econômica internacional, já que atende aos dois setores que mais sentiram os efeitos da retração - construção civil (18% das vendas) e automotivo (9%). Mesmo assim, mantém os investimentos de dois novos centros de distribuição para 2009, embora tenha adiado para os próximos anos a construção de dois centros de serviço.

Tubos de aço fabricados pela Inal


Em janeiro de 2009 a companhia fundiu seus negócios com a Prada, metalúrgica que produz embalagens em aço carbono para diversos segmentos, desde a indústria alimentícia até a química, e possui o maior parque industrial da América Latina. Segundo o gerente geral de operações da Inal, Fulvio Tamaselli, as operações continuam separadas mas a Prada, assim como a Indústria Nacional de Aços Laminados, utiliza apenas material fornecido pela CSN.

Com dois centros de serviço e seis centros de distribuição para atender a todo o Brasil, a Inal iniciou 2008 com uma demanda acima da capacidade e chegou a atingir um pico de produção de 23 mil toneladas, no mês de maio apenas na unidade de Mogi das Cruzes.

Atualmente a utilização da capacidade instalada está em torno de 45%, com uma produção que se destina totalmente ao mercado interno. Segundo Tomaselli a empresa sentiu os efeitos da turbulência econômica global como qualquer outra indústria e chegou a dar férias coletivas aos funcionários no fim de 2008. "Agora estamos nos organizando, vamos reforçar a equipe de vendas e buscar redução de custos em tudo o que for possível". 

O executivo acredita que é cedo para pensar em direções para a economia, pois o cenário ainda é muito incerto, mas mantém o otimismo. "Qualquer palpite neste momento seria uma tentativa de adivinhação, ainda não temos como prever. Não sabemos quando isso acontecerá, mas queremos estar preparados para a reativação da economia", finalizou.
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