Setor de TI lidera fusões e aquisições no Brasil

SOFTEX lança programa para estimular e apoiar relações comerciais entre empresas brasileiras de tecnologia

Foto: Divulgação

O setor de Tecnologia da Informação liderou o ranking de fusões e aquisições de empresas no Brasil nos nove primeiros meses de 2008. Foram 63 fusões no período, número 12,5% superior ao total do ano de 2007, de acordo com dados da KPMG no Brasil. Para desenvolver esse crescimento, a Associação para Promoção da Excelência do Software Brasileiro (SOFTEX) lançou nesta terça-feira (17/02) em Florianópolis, com apoio da Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (ACATE), um programa de associativismo para estimular e apoiar fusões, aquisições, consórcios e joint ventures entre as empresas brasileiras de tecnologia.

Pelo Programa de Associativismo, a SOFTEX vai cadastrar consultores especializados e oferecer apoio financeiro para viabilizar a fusão de empresas de diferentes regiões do país. A proposta é reunir as empresas em cinco grupos pilotos, organizados pelos agentes locais da SOFTEX que aderirem ao programa. No início de março, os formulários para cadastro dos agentes locais e dos consultores estarão disponíveis para consulta no site da SOFTEX. "Queremos prover à indústria de tecnologia informações e métodos mais eficientes para a realização de parcerias", diz Ana Lúcia Roth, gerente do Programa de Associativismo Empresarial SOFTEX.

De acordo com Ana Lúcia, antes de decidirem pelo processo de fusão, joint venture ou consórcio, as empresas precisam definir um objetivo em conjunto. Os benefícios de uma união, segundo a gerente do Programa, envolvem a redução de custos e de riscos com desenvolvimento, maior eficiência operacional, aumento da competitividade das pequenas e médias empresas e maior poder de negociação com clientes e fornecedores. "Nosso objetivo é sensibilizar as empresas sobre os benefícios do associativismo e da cooperação e auxiliá-las no processo de fusão", diz Ana Lúcia.

O Programa de Associativismo Empresarial tem apoio do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
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