Bioplástico conduz calor melhor que aço


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Fonte: Inovação tecnológica - 11/04/2007

A empresa japonesa NEC anunciou a descoberta de um plástico biodegradável - composto de materiais derivados de plantas e fibra de carbono - que conduz calor melhor do que o aço inoxidável.

Plástico condutor de calor

A principal aplicação do novo bioplástico condutor de calor será na fabricação de gabinetes para equipamentos eletrônicos, que serão capazes de liberar mais facilmente o calor gerado em seu interior.

As baterias explosivas de notebooks ganharam as manchetes de sites do mundo inteiro nos últimos meses. Mas outros equipamentos portáteis, como telefones celulares, PDAs e tocadores de MP4 multifunção também estão sofrendo crescentemente como o problema do excesso de calor gerado por seus componentes eletrônicos.

Os dispositivos tradicionais de dissipação de calor, como dissipadores e ventiladores, não são adequados para funcionar no interior de equipamentos portáteis como esses, não apenas pela falta de espaço, mas também pelo gasto adicional de energia que representariam.

Dissipação de calor

Se o assunto é a dissipação de calor, pode-se achar que gabinetes metálicos possam ser uma alternativa mais adequada. Contudo, a condução de calor na direção da espessura das folhas metálicas é muito alta e pode causar um aumento rápido da temperatura na proximidade dos componentes que mais se aquecem - só que do lado de fora, assustando ou causando desconforto para o usuário.

As tentativas anteriores de se fabricar plásticos condutores de calor resultaram em polímeros de baixa moldabilidade, pesados e caros. Isso acontece porque esses plásticos continham grandes quantidades de carga - materiais de preenchimento - tais como fibras ou partículas feitas de carbono ou metais. Essa carga é normalmente responsável por mais de 50% de sua massa.

O novo plástico condutor de calor é feito à base de PLA (ácido poliláctico) reforçado por fibras de kenaf - uma planta indiana normalmente utilizada para a fabricação de embalagens de pano, - o que o torna mais ambientalmente correto do que os plásticos feitos unicamente à base de petróleo.

A empresa afirma que o novo bioplástico deverá estar no mercado em 2009.



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