Mecânica vai do plástico ao aço

Se algo tem motor, então lá está o engenheiro mecânico, um profissional com boa demanda no mercado de trabalho, especialmente em Curitiba e na região metropolitana

Fonte: Gazeta do Povo Online - 23/09/08
Foto: Gazeta do Povo Online

Salário em alta e vagas de sobra no mercado de trabalho. Difícil de acreditar, mas essa é a realidade atual na profissão de engenheiro mecânico. Em Curitiba e região metropolitana, a grande demanda por profissionais se dá na indústria automobilística, onde os engenheiros podem trabalhar nas áreas de mecânica estrutural, projetos e fabricação, conta o professor Antonio Kozlik Júnior, coordenador do curso na Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

Mas, ao contrário do que parece, o engenheiro não vai trabalhar só com desenvolvimento e produção de carros, segundo Kozlik. Qualquer aparelho que envolva motores tem o trabalho de um engenheiro mecânico – elevadores e escadas rolantes, por exemplo. Uma das áreas é a das ciências térmicas, responsável pela produção de máquinas a vapor, aparelhos de refrigeração e de ar condicionado. Na mecânica estrutural, o profissional analisa os componentes e procura melhorar o aproveitamento econômico. Quem for trabalhar com projetos mecânicos vai planejar novos produtos, sempre pensando em facilitar a vida dos usuários. Os materiais usados para isso podem ser o aço ou até mesmo plásticos e polímeros. Na área de produção e automação está uma curiosidade da profissão, a utilização de robôs e o desenvolvimento de softwares responsáveis por realizar trabalhos que até há pouco tempo eram feitos manualmente.

Interesse por Matemática e Física é fundamental. O aluno vai encontrar uma série de atividades durante o curso. Uma delas é a competição de Mini Baja, que consiste em elaborar um projeto de engenharia de um veículo para disputar com outras universidades. Cada equipe compete para ter seu projeto aceito por um fabricante fictício. Na Fórmula Sae os alunos desenvolvem carros de corrida.

O estudante ainda tem de encontrar tempo para as 360 horas de estágio obrigatório. O estágio não só é uma oportunidade de ganhar dinheiro, mas também pode ser o segredo para o primeiro emprego. Formado há um ano e meio, Nicolas Furtado Salomão entrou bem antes na Bosch. O engenheiro destaca que nesse período teve contato com profissionais de outros países, o que contribuiu muito para sua formação. Nicolas começou trabalhando com processos de fabricação – modelar o aço para transformá-lo nas peças finais, sempre atendendo as exigências prescritas. O fruto do seu trabalho pode ser visto dentro dos motores de automóveis, já que a empresa onde atua fornece peças para as montadoras. Hoje, ele é engenheiro de Planejamento e trabalha com sistemas de injeção a diesel para veículos.



Antes mesmo de entrar na faculdade, Nicolas já estava atento à falta de profissionais na área de tecnologia e soube perceber a oportunidade. Para quem está pensando em encarar a carreira, ele dá as dicas: é imprescindível buscar aperfeiçoamento constante. Além de uma segunda língua ser fundamental, Nicolas diz que o engenheiro deve ter uma boa formação técnica aliada a um bom relacionamento humano.

Remuneração

O engenheiro em início de carreira recebe cerca de R$ 3 mil. Depois de cinco anos, pode receber de R$5 a R$10 mil. Já como estagiário, o salário gira em torno de R$ 1 mil.
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