Mais duas escolas técnicas no estado de Pernambuco


O presidente Lula anunciou um projeto de lei que prevê a expansão do ensino técnico e superior no país. O documento será votado pelo Congresso Nacional. Para dar suporte às universidades e institutos federais, serão contratados 49 mil servidores, entre professores e técnicos administrativos. Nas universidades, serão 13.264 vagas para docentes e 10.656 para técnicos.

O presidente criou ainda 38 Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (Ifets), que substituirão e ampliarão os cursos oferecidos nos centros federais de educação tecnológica (Cefets). Em Pernambuco, serão instalados dois Ifets. Um com reitoria no Recife e o outro com sede administrativa em Petrolina, no Sertão.

O Instituto Federal de Pernambuco terá nove câmpus: Afogados da Ingazeira, Barreiros, Belo Jardim, Caruaru, Garanhuns, Ipojuca, Pesqueira, Recife e Vitória de Santo Antão. Já o Ifet do Sertão vai oferecer cursos tecnológicos apenas para os estudantes que estão cursando ou terminaram o ensino médio na região. As duas unidades ofertarão, juntas, 12 mil vagas. As aulas ficarão a cargo de 450 professores, auxiliados por 360 técnicos administrativos, que serão contratados através de concurso público.

Os Ifets estarão presentes em todos os estados, oferecendo ensino médio integrado ao profissional, cursos superiores de tecnologia, bacharelado em engenharias e licenciaturas.

Existem cerca de 185 escolas técnicas no país. Segundo o governo federal, esse número deve subir para 354 unidades até 2010. Metade das vagas será destinada à oferta de cursos técnicos de nível médio, em especial de currículo integrado. Na educação superior, haverá destaque para os cursos de engenharias e de licenciaturas em ciências da natureza (física, química, matemática e biologia), com reserva de 20% das vagas.

Os institutos federais terão autonomia, nos limites de sua área de atuação territorial, para criar e extinguir cursos, bem como para registrar diplomas dos cursos por ele oferecidos, mediante autorização do seu Conselho Superior.

"Estamos oferecendo ao país um novo modelo de instituição de educação profissional e tecnológica, aproveitando o potencial da rede existente. Os institutos responderão de forma mais ágil e eficaz às demandas crescentes por formação de recursos humanos, difusão de conhecimentos científicos e suporte aos arranjos produtivos locais", diz Eliezer Pacheco, secretário de educação profissional do MEC.



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