SKF do Brasil dobra participação no setor sucroalcooleiro

Fotos: SKF

O setor sucro-alcooleiro ganhou destaque entre os negócios da SKF do Brasil em 2007. A Divisão de Vendas Industriais da empresa, responsável pela atuação da marca sueca junto às usinas de papel e celulose, siderurgia e metalurgia, petróleo & gás entre outras, criou uma estrutura específica para atender às usinas de açúcar e álcool no ano passado, e conseguiu dobrar os negócios nesse segmento.

Além disso, as soluções integradas em engenharia de aplicação na área agrícola (plantio de cana) e na industrial (usinas) começam a atrair grupos internacionais que estão entrando no País e que já têm atuação em outros países. 

Os negócios da SKF no setor, que incluem as vendas de rolamentos para as máquinas e os serviços de engenharia de aplicação para as usinas brasileiras, já representam 10% do volume de negócios da Divisão de Vendas Industriais da companhia. E a estimativa é crescer cerca de 20% nesse próximo ano de 2008.

“O setor sucro-alcooleiro está se internacionalizando aceleradamente, buscando adequação aos níveis de exigência de qualidade e de produtividade do mercado mundial”, diz Donizete Santos, presidente da SKF do Brasil. Segundo ele, isso implica em prover melhorias no parque industrial instalado do segmento e em melhorar os processos produtivos, abrindo espaço para investimentos em produtos e serviços de qualidade.

Até há pouco tempo, a produção das usinas brasileiras era sazonal, com as máquinas trabalhando intensamente nos períodos da safra da cana-de-açúcar, nas proximidades dos meses de janeiro a março. Nos outros meses do ano, a operação ficava praticamente paralisada e os proprietários das usinas não tinham motivação para investir na produtividade do maquinário ou na manutenção dele.

Com o interesse de grupos internacionais na produção brasileira de álcool,  para atender à crescente demanda mundial, cresce a exigência por produtividade e baixo custo, para competir com fortes produtores mundiais. Nesse novo cenário, a produção das usinas entra em ritmo de contínua operação.

“O investimento em máquinas e peças de qualidade, na engenharia de produção e na manutenção preventiva passa a significar ganhos de produtividade imprescindíveis no novo cenário”, avalia o presidente da SKF. Uma quebra em um sistema de moagem no meio do processo, por exemplo, pode acarretar prejuízo de milhões de reais, além do descumprimento com compromisso firmado em um mercado altamente exigente como é o internacional.

A repotencialização de rolamentos é um dos expertises que a SKF está levando ao setor sucro-alcooleiro, com muito sucesso. Esse serviço industrial se caracteriza pela recuperação da peça de uma máquina e recolocá-la em operação com as mesmas características da original, por um custo até 50% mais baixo em relação a uma nova, e ainda com a garantia de fábrica da SKF. “A demanda do setor pela repotencialização tem crescido muito nos últimos meses”, conta Donizete.

A SKF reorganizou sua estrutura interna para atuar nesse setor. Realocou a equipe destinada ao atendimento das usinas na área de Energia, recém-criada para dar suporte a setores industriais que demandam alta produtividade e baixo custo de produção. “O etanol é uma commodity, e os produtores não têm margens de negociação muito confortáveis”, diz Santos.

A nova área de Energia reúne o conhecimento de todas as tecnologias geradas pelo grupo SKF em nível mundial, de produtos e serviços desenvolvidos aos setores industriais que permitam o aumento da vida útil dos equipamentos e o controle da produção. “O objetivo é disponibilizar aos clientes todo conhecimento tecnológico da SKF para atender às necessidades específicas de performance de cada empresa”, diz Donizete.

Sistema de manutenção e lubrificação dos produtos SKF

Outro sistema de trabalho que a SKF está levando ao setor sucro-alcooleiro é o modelo de contratos de manutenção por performance. Por meio desses contratos, as indústrias remuneram os serviços prestados de acordo com os resultados de performance obtidos, parametrizados previamente. Esse modelo já funciona com resultados extremamente satisfatórios em plantas industriais siderúrgicas e metalúrgicas, de papel e celulose, de mineração, entre outras. “ Os contratos de manutenção por performance devem agregar muito valor às usinas brasileiras”, finaliza Donizete Santos.

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