GM do Brasil vai crescer 30% e faturar US$ 11 bilhões


A General Motors do Brasil, que prevê fechar este ano com faturamento de US$ 11 bilhões, quantia 29,41% superior aos US$ 8,5 bilhões registrados em 2007, estima vender 600 mil veículos no mercado brasileiro, o que, se efetivado, representará crescimento de 20,32% sobre o até agora recorde - 498.654 unidades - registrado em 2007.

De janeiro até ontem a GM já emplacou 210.959 carros no Brasil, volume 32,5% superior a igual período do ano passado e a sua participação foi de 29,76% em um mercado que emplacou no mesmo período 1,379 milhão de veículos. "A preocupação maior da empresa agora é aumentar produção e vendas e não ter a liderança no Brasil", disse Jaime Ardila, presidente da GM do Brasil e Mercosul.

Fritz Henderson, Chief Operating Officer (COO) da General Motors Corporation, afirmou que a estratégia da companhia para o Brasil é aumentar a capacidade diária de produção das suas fábricas com melhorias contínuas. "Vamos fazer mais volume com os investimentos já anunciados, concentrando esforços nos produtos", destacou.

Henderson lembrou que nestes 83 anos de operação a subsidiária brasileira tem participação muito importante nos resultados globais da corporação. "Além das vendas, a empresa também vem tendo bom desempenho financeiro no país", afirmou.

Fritz Henderson não falou sobre novos investimentos para o Brasil, mas disse que o fato de já ter trabalhado na GM do Brasil (de maio de 1997 a 30 de junho de 2000) e de conhecer o mercado brasileiro facilita nas decisões globais. "Com essa experiência podemos rapidamente liberar investimentos para o país", disse.

Neste período em que esteve no comando da GM do Brasil, Fritz Henderson participou da construção da fábrica da General Motors em Gravataí (RS), que neste ano, quando completa oito anos de atividades em 20 de julho, comemora a produção de 1 milhão de automóveis, dos modelos Celta e Prisma. Esta é uma das mais modernas entre todas as fábricas que a GM tem no mundo. Nesta unidade a tecnologia está presente não só no processo de produção, mas também no controle total das operações da fábrica, que utiliza sistema eletrônico para o recebimento e expedição de pedidos.

"O Brasil está muito bem, crescendo cada vez mais e recebendo alto grau de investimento", disse Henderson. Sobre o setor automotivo comentou que, "depois de anos difíceis e desafiantes, agora a indústria automobilística está atingindo potencial e o mercado brasileiro deverá vender mais de 3 milhões de carros neste ano".

Sobre a nova política industrial anuncianda pelo governo brasileiro, Jaime Ardila falou que ainda está analisando as medidas. "A impressão é que as medidas para incentivos à exportação não são suficientes por que o real está muito forte e isso tira a competitividade do Brasil", destacou Ardila. "Já os incentivos fiscais para os investimentos deverão ser interessantes para o setor automotivo, bem como as medidas fiscais para fomentar novos investimentos".

Sobre o etanol, Fritz Henderson disse que acredita no crescimento desta tecnologia nos Estados Unidos. "Esta tecnologia ainda está em desenvolvimento e acredito que 50% da produção da General Motors, Chrysler e outras montadoras nos Estados Unidos poderão no futuro usar etanol para reduzir o consumo de petróleo, que neste ano teve aumento elevado de preço.

Henderson destacou que a General Motors não tem só uma solução para a substituição do uso do combustível derivado do petróleo. "Temos uma estratégia para diversos tipos de combustível e estamos trabalhando para desenvolver nova tecnologia elétrica, etanol e também motores menores e com turbocompressores", destacou. "Nesta área é preciso diversificar os investimentos, porque se errar será um desastre para a companhia".



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