Clima exige eficiência e renováveis, nada de energia nuclear

Foto: Greenpeace / Vinai Dithajohn

Ativistas do Greenpeace colocaram um globo gigante na frente do prédio da ONU em Bangcoc, onde se realiza a reunião de representantes de governos para discutir as mudanças climáticas, com a mensagem: "Energia nuclear não é a resposta".

Bangcoc, Tailândia — Ativistas protestaram em Bangcoc para mostrar que a energia nuclear só atrapalha o processo de enfrentamento do problema.
Ativistas do Greenpeace levaram nesta segunda-feira um imenso globo terrestre marcado com um símbolo nuclear para a frente do prédio das Nações Unidas, em Bangcoc, onde governos de todo o mundo estão discutindo as mudanças climáticas pela primeira vez depois da Conferência de Bali, realizada em dezembro passado. A mensagem era clara: "Energia nuclear não é solução!"

A instalação servirá como um lembrete da urgência para que soluções reais contra as mudanças climáticas sejam implementadas e não sabotadas por soluções falsas e perigosas para a crise climática, como a energia nuclear.

"A indústria nuclear encontrou no aquecimento global a desculpa que procurava para ressuscitar seus negócios pelo mundo. Trata-se de pura estratégia de marketing para vender uma energia perigosa e suja, mas que verte bilhões de dólares aos bolsos de empresários e governos, os únicos que se beneficiam com essa aventura", disse Beatriz Carvalho, coordenadora da campanha antinuclear do Greenpeace Brasil.

A exemplo do Brasil, a Tailândia é ao mesmo tempo vilão e vítima das mudanças climáticas, por conta dos desmatamentos de suas florestas e a negligencia com que seu governo trata o potencial dos programas de eficiência energética e de investimentos em energias renováveis, para apostar na energia nuclear. No Brasil, o governo reativou o programa nuclear anunciando investimentos de R$ 7,2 bilhões na construção da usina Angra 3 - esse valor não leva em conta os custos embutidos que foram disfarçados pela Eletrobrás para tentar tornar o empreendimento viável do ponto de vista econômico. Para saber os verdadeiros custos da energia nuclear brasileira, leia o nosso relatório Elefante Branco.



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