Pequenas empresas são 56% dos novos empregos no PR


O mercado formal de trabalho paranaense gerou 27.047 novas vagas no primeiro bimestre de 2008, proporcionando crescimento de 18,5% se comparado com o mesmo período do ano anterior. Os dados são do Ministério do Trabalho e Emprego e têm com base os registros do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados - Caged. Confira as principais características destes trabalhadores:

Tamanho do Estabelecimento: Os estabelecimentos pequenos, que possuem de 1 a 4 trabalhadores, contrataram 15.372 empregados no início do ano, correspondendo a 56,3% do universo de admissões do Estado. Já os estabelecimentos que detinham entre 20 a 49 empregados agregaram 2.390 novos trabalhadores no mercado formal de trabalho, equiparando a 8,8%. Nas empresas com 100 a 249 empregados, foram alocados 2.710 trabalhadores, eqüivalendo a 10%.

Escolaridade: Os trabalhadores com o segundo grau completo formaram a maioria da mão-de-obra empregada no Paraná, com 12.417 funcionários eles representaram 45,9% das contratações em janeiro e fevereiro. A inserção de pessoal com ensino superior completo alcançou 4.104 formalizados, correspondendo a 15,2% das contratações. Já a força de trabalho alocada com a oitava série completa atingiu 3.532 trabalhadores equiparando a 13,1%.

Faixa Etária:
Na faixa etária entre 18 a 24 anos, foram agregados 10.697 laborais, correspondendo a 39,3% das contratações. Os trabalhadores com 30 até 39 anos representaram 17,3% do total de empregados, eles foram 4.703. Em terceiro lugar aparecem nos registros do Caged os funcionários com idade entre os 25 e 29 anos. Foram admitidos 3.272 trabalhadores equiparando a 12,1% do número total. Entre aqueles entre 40 a 49 anos foram 2.955, representando 10,9%.

Gênero:
Analisando as vagas abertas no acumulado entre janeiro e fevereiro deste ano, as mulheres responderam por 34,8% das admissões. Embora elas tenham sido minoria no mercado formal de trabalho, quando levadas em consideração apenas as contratações com ensino superior completo a participação feminina é acentuada. Foram admitidas 2.454 trabalhadoras, correspondendo a 60%.

Para o secretário do Trabalho, Emprego e Promoção Social, Nelson Garcia, os principais indicativos dos números apresentados são quanto a importância dos pequenos empresários e a necessidade cada vez maior de escolaridade.

“É preciso olhar para os dados apresentados pelo Ministério e fazer a seguinte leitura: Primeiro, o grande impacto causado pelos pequenos estabelecimentos no mercado de trabalho e as políticas do Governo Requião para incentivá-las. E também da relevância da escolaridade na hora de conseguir um emprego”, explicou.
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