Vendas de aço no mercado brasileiro crescem 29%


As vendas internas de produtos siderúrgicos cresceram 29% em fevereiro, em relação ao mesmo mês do ano passado, para o recorde de 1,81 milhão de toneladas, informou ontem o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS). O bom desempenho das cadeias produtivas que se abastecem do setor siderúrgico "traduzem o bom momento da economia como um todo", destacou a entidade em nota.

A indústria automotiva impulsionou a venda de laminados planos, que cresceram 24,9% em fevereiro, para 1,05 milhão toneladas, enquanto o setor da construção civil estimulou as vendas de laminados longos, que tiveram elevação de 33,1%, para 693,3 mil toneladas.

Em contrapartida, as exportações de produtos laminados mantiveram-se em queda. Foram embarcados 329 mil toneladas em fevereiro, 31,2% menos em relação ao mesmo mês do ano passado.

Devido ao aumento da capacidade instalada, em especial de produtos semi-acabados, as vendas totais para o mercado externo somaram 925 mil toneladas, 1,7% mais ante fevereiro do ano passado, o que possibilitou um aumento de 3,8% no faturamento com exportações, para US$ 576 mil em fevereiro.

O IBS ressaltou o novo recorde no volume total das vendas do setor no segundo mês do ano, para 2,74 milhões de toneladas, acima do registrado em dezembro passado, de 2, 68 milhões de toneladas. A produção de aço bruto em fevereiro foi de 2,7 milhões de toneladas, 8,1% superior ante o mesmo mês em 2007.

Na somatória do bimestre, a produção brasileira teve crescimento de 9%, com vendas internas 27,9% maiores e exportações 14,6% inferiores. A receita com exportações acumularam queda de 8,5%, para US$ 962 mil. Vale quer atrair investidor oriental

Rio

A mineradora brasileira Companhia Vale do Rio Doce (Vale) está querendo atrair investidores de regiões com forte crescimento econômico, como o Oriente Médio e a Ásia, disse ontem o diretor financeiro da empresa, Fábio Barbosa.

"Queremos aumentar a base de investidores, diversificar... elevar o nosso perfil em outras regiões nas quais se observa maior crescimento das economias e onde empresas como a Vale podem ser interessantes", afirmou o executivo após participar de seminário sobre a economia brasileira no Rio.

Barbosa disse que recebeu na semana passada a visita de representantes do fundo soberano Qatar Investment Authority, do país árabe, e que tem conversado com profissionais de investimento em outros locais como Emirados Árabes (Abu Dhabi), Kuweit e China.

"Fomos apresentar nosso programa de investimentos e a receptividade foi muito boa", afirmou, sem dar maiores detalhes sobre as conversas. "Fizemos outros contatos com regiões não usuais porque a gente entende que há geração de riquezas no mundo, em particular na Ásia e no Oriente Médio, e temos uma empresa que representa excelente oportunidade de investimento", acrescentou.

Questionado sobre se a turbulência financeira atual estaria atrapalhando as negociações para a eventual compra da mineradora anglo-suíça Xstrata, Barbosa afirmou que o mercado sabe diferenciar empresas. "A crise torna o mundo mais restritivo em geral, para qualquer operação, mas cada caso é um caso, cada empresa é um caso", afirmou. Segundo fontes, a Vale já teria estruturado uma linha de financiamento de aproximadamente US$ 50 bilhões para a possível compra da Xstrata .

Barbosa afirmou ainda que o plano de investimentos da companhia não vai ser alterado pela crise e que a relação de oferta e demanda atual, bastante apertada, continuará estimulando o setor mineral.
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