Grupo suíço fecha parceria com empresa ambiental de SP

Aos olhos de empreendedores europeus com negócios na área energética, o Brasil é um dos melhores mercados para investir, principalmente, em se tratando de energias renováveis.

Foi desenvolvendo projetos de engenharia ambiental e consultoria, há mais de 25 anos, que a brasileira Ecogeo atraiu a atenção do fundo de investimentos suíço, Ecos Group. O conglomerado suíço estabeleceu nesta semana uma parceria com a Geoklock, uma das empresas da Ecogeo. Esse acordo vai permitir que Geoklock amplie sua atuação não só no Brasil mas em países da América do Sul.

Para fechar a operação, o presidente do Ecos Group, Andréas Eggenberg desembarcou essa semana em São Paulo. Sem falar no valor destinado a esse investimento - o primeiro de uma série que o fundo pretende realizar por aqui - o executivo explicou a razão da escolha da Geoklock.

"Sempre tivemos foco no Brasil porque consideramos o país mais importante da América Latina. A questão ecológica por aqui é tratada com seriedade e a Geoklock é a jóia que procurávamos", disse Eggenberg.

O fundo de investimentos e de private equity, que tem sede no Panamá, foi criado em 2007 por investidores suíços interessados em empresas latino-americanas e que atuem na área de desenvolvimento sustentável.

Por meio da parceria, a Ecogeo pretende reforçar a atuação da Geoklock nas regiões com grande potencial para a geração de biogás (biogeração) e de biodiesel, a partir de resíduos da produção agrícola e pecuária.

"Nossos investimentos são ambientais e por isso precisamos de recursos externos", afirmou o presidente da Ecogeo, Ernesto Moeri, que já desenha projetos para o futuro. "Essa operação reforça a nossa participação no mercado doméstico e vai possibilitar a conquista de negócios em outros países - na Argentina, por exemplo", explica.

Parte da verba injetada pelo Ecos Group, a Ecogeo pretende investir na implantação e operação de pequenas usinas de energia elétrica e em combustíveis renováveis. Já com a biogeração será possível captar créditos de carbono e comercializá-los nas bolsas mundiais.

"A Ecogeo tem experiência nesse mercado, porque há mais de cinco anos, vem focando em áreas ambientais minimizando assim os prejuízos e gerando créditos de carbono", argumenta Moeri.

O grupo brasileiro é formado por cinco empresas que em 2007 faturaram R$ 43 milhões, crescimento de 10% em relação ao ano anterior. Para 2008, a previsão é faturar R$ 75 milhões e atingir R$ 200 milhões em 2012. "Definimos nossa atuação em pilares de desenvolvimento sustentável", diz Eggenberg.

Na Guatemala e Panamá, por exemplo, o fundo investe no projeto Ecoflorest, que é a plantação da Teca, árvore nativa que tem valor comercial. Já na Inglaterra, os investimentos são em Ecoenergy, com destaque para a energia solar. Nos EUA, o grupo suíço tem negócios em energia eólica e também em biocombustíveis.

Para a América Latina, o grupo suíço tem projetos de Ecoturismo que poderão ser implementados na Argentina e Costa Rica. "É hora de investir", finaliza.



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