Pesquisadores desenvolvem nova abordagem de sensoriamento para geração de energia via fusão nuclear

Método desenvolvido por pesquisadores do MIT possibilita nova fonte de energia de forma limpa e segura.


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A fusão nuclear é uma aposta para a geração de energia limpa. Existem ainda muitos desafios em torno dessa opção, principalmente no que diz respeito à condução do calor gerado durante o processo. Especialistas do MIT, Massachusetts Institute of Technology, um dos institutos mais renomados do planeta, porém, estão trabalhando para diminuir esses entraves. A mais recente descoberta é uma nova abordagem de sensoriamento para controlar a temperatura nos ímãs HTSs usados nos projetos de usina de energia por meio de fusão. 

As chamadas fibras ultra longas podem monitorar as mudanças de temperatura que ocorrem simultaneamente ao longo de todo seu comprimento, permitindo uma detecção rápida da variação de temperatura. Assim, os pesquisadores conseguem mapear pontos de fuga de calor no sistema de geração de energia, evitando problemas nele.

Como funciona a geração de energia por fusão e quais seus benefícios? 

A fusão nuclear acontece quando o núcleo de dois átomos leves se unem e formam um núcleo mais pesado, processo que libera energia. Para isso acontecer, é preciso altas temperaturas. Os pesquisadores estão trabalhando com um tipo de gás de hidrogênio que é aquecido a 100 milhões de graus Celsius. O gás então forma uma nuvem fina chamada de plasma que é controlada por ímãs poderosos capazes de direcionar a substância até os núcleos se fundirem e liberarem energia. 

As bobinas de tais ímãs, porém, podem passar de um estado supercondutor para um resistivo normal, fazendo com que a energia se transforme em calor, o que pode causar danos às bobinas e ao sistema como um todo — já que é o campo magnético formado por esses ímãs que permite o controle do plasma. Esses problemas de têmpora são encontrados em ímãs condutores usados nas indústrias também.


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Apesar dos avanços, os pesquisadores ainda procuram o melhor sistema para geração de energia via fusão. O investimento é justificado porque esta é uma fonte de energia com baixa emissão de carbono e segura — diferente das usinas com base em fissão que podem gerar explosões, além de  lixos radioativos.

Imagem: Department of Nuclear Science and Engineering/MIT



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