BASF é primeira empresa a implementar sistema da Siemens até então usado apenas por distribuidoras de energia

Tecnologia voltada para subestação de energia utiliza fibra ótica para transmissão de dados gerando redução de custos com materiais e serviços para o cliente.

Uma tecnologia inovadora da Siemens voltada originalmente para distribuidoras e transmissoras de energia começa a ganhar espaço também na indústria no escopo de automação de energia. É que a companhia acaba de fechar acordo para implementar a solução Process Bus no Complexo Químico da BASF situado em Guaratinguetá, no interior de São Paulo, em projeto que visa gerar ganhos para o cliente a partir da digitalização de rede na unidade.

Voltado para subestações de energia, o Process Bus digitaliza os sinais analógicos da rede a partir da utilização de fibra ótica em substituição aos cabos de cobre, possibilitando assim a transmissão de dados para os dispositivos de proteção do sistema através de protocolo de comunicação normatizado. Com essa aplicação é possível reduzir substancialmente os custos do empreendimento com materiais e serviços utilizados, principalmente na parte de cabeamento e engenharia de projeto elétrico.

A solução da Siemens também gera ganhos de produtividade por diminuir o tempo de parada das atividades em projetos já existentes, como é o caso da BASF em Guaratinguetá. Outros benefícios são o aumento da segurança para os operadores pela não utilização de cabos energizados no sistema, e ganhos com redução de falhas e manutenção, sendo que qualquer imprevisto na rede passa a ser solucionado à distância a partir de uma sala de controle evitando a necessidade de intervenção na estrutura da unidade e parada de máquinas.


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"O Process Bus é uma tecnologia que foi desenvolvida originalmente para empresas do setor de energia e que agora passa a ser utilizada também na indústria, sendo essa uma tendência no mercado brasileiro. É uma solução que otimiza o tempo de atividade em campo de 10% a 30%, gerando assim ganhos para o negócio dos clientes", afirma José Ricardo Gonçalves da Silva, especialista em desenvolvimento de negócios para Digital Grid da Siemens.

Ao substituir os cabos de cobre por fibra ótica, há também uma grande diminuição na utilização de materiais na unidade, iniciativa que está em linha com as questões ambientais ao reduzir as emissões de carbono.

"Estamos investindo em tecnologia para digitalizar a rede elétrica do Complexo Químico de Guaratinguetá e essa solução da Siemens nos traz diversos benefícios em relação à otimização das atividades e inteligência no sistema ao possibilitar o monitoramento à distância. São ganhos que nos levaram a ser pioneiros no uso dessa tecnologia na indústria", afirma Waldemilson Muniz, da BASF.




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