Pequenas indústrias têm recuperação gradual no 2º trimestre, diz relatório da CNI

Números ainda estão abaixo da média histórica, mas apresentam crescimento em relação ao primeiro trimestre.

A crise causada pela pandemia de coronavírus foi especialmente severa com as indústrias de pequeno porte. Além da diminuição de demanda, os principais problemas enfrentados no primeiro trimestre do ano, de acordo com os indicadores econômicos da CNI,  foram elevadas cargas tributárias, burocracia e inadimplência dos clientes. No segundo trimestre, no entanto, os indicadores mostram a recuperação gradual do setor. 

O estudo da CNI avaliou indústrias de transformação, extrativa e de construção e chegou a conclusão que a pior fase foi vivenciada em abril, quando os índices alcançaram seus níveis mais baixos de anos. Apesar de ainda se manterem abaixo da média histórica nos principais pontos avaliados, os números apresentaram um crescimento no segundo trimestre de 2020.

Melhora gradual

O índice de desempenho registrou alta de 7,5 pontos no mês de junho, alcançando 41,3 pontos em uma escala que vai de 0 a 100. Apesar de ainda estar abaixo da média histórica, que é de 42,7 pontos, o  indicador vem em uma crescente de duas altas consecutivas desde o tombo de abril. 


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O índice de situação financeira tem um comportamento parecido: apesar de estar abaixo da média histórica, que é de 37,1 pontos,  ele teve um aumento no segundo trimestre do ano, alcançando 33,2 pontos. Apesar de representar um crescimento de 1,2 pontos, o número ainda é o menor desde o primeiro trimestre de  2017, se desconsiderarmos a baixa dos três primeiros meses de 2020.

Olhando para esse cenário, que ainda está longe do ideal mas aponta um caminho de recuperação das pequenas indústrias brasileiras, os empresários começaram a retomar sua confiança. O índice de confiança do empresário industrial (ICEI) aumentou 7,2 pontos em junho e 6,8 em julho, depois de ter caído mais de 25 pontos em abril. O ICEI fechou o segundo trimestre em 48,8, o que  significa que o empresariado ainda não tem confiança no mercado — a linha que divide o resultado positivo e negativo neste índice é a de 50 pontos.

Futuro otimista

Apesar de ainda apresentarem queixas quanto à elevada carga tributária e demanda interna insuficiente no segundo trimestre - principais problemas enfrentados pelas pequenas indústrias de acordo com a pesquisa -, as perspectivas dos empresários começaram a melhorar em julho. O índice de perspectivas alcançou seu número mais baixo desde novembro de 2013, em abril, 22,2 pontos.  Com uma recuperação gradual nos meses subsequentes, o índice alcançou 46,1 em julho, número maior do que a média histórica, que é 45,3. 

A melhora é resultado de medidas de contenção eficazes tomadas para segurar os gastos durante a crise e a volta gradual do mercado internacional, que oferece segurança no abastecimento de matéria-prima. 




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