Metso lança no Brasil suporte técnico remoto para os mercados de mineração e construção

Tecnologia que adota óculos inteligentes já estava sendo introduzida no país, mas ganhou força com o cenário de restrições impostas pela Covid-19.

A consultoria técnica remota acaba de ganhar força com um pacote de serviços oferecido pela Metso. Trata-se do MRA, sigla em inglês para Metso Remote Assistance: um conjunto de soluções de suporte em ambiente colaborativo que auxilia o gestor de manutenção a tomar decisões em tempo e de forma segura. O destaque do MRA são os smart glass – óculos inteligentes – que permitem conectividade entre os clientes e o suporte remoto. Antes testada somente pelos profissionais da Metso, a solução acaba de tornar-se uma oferta comercial. O MRA deve, inclusive, ter seu primeiro cliente efetivo até esse primeiro semestre.

“O recurso é disruptivo ao permitir que o cliente tenha contato com o Centro de Inteligência técnica da Metso, acessando remotamente especialistas, engenharia e informações técnicas em tempo real. Ao fazer isso, o gestor de manutenção aumenta a eficiência dos serviços, reduzindo o tempo de intervenção e os custos do processo”, explica Paulo Gurgel, gerente nacional de Assistência técnica da Metso. Segundo ele, o uso de ferramentas digitais, caso da realidade aumentada do MRA, vem sendo analisada pela indústria mineral há algum tempo, mas o cenário de pandemia acelerou o processo.


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Com o acesso remoto em tempo real e em ambiente colaborativo, o MRA permite que a Metso faça o diagnóstico de falhas em equipamentos, sem a necessidade do deslocamento de técnicos especializados até o foco do problema. “As minerações, regra geral, estão em lugares afastados e o acesso sempre é complexo e, o que é mais complicado, são operações críticas que não podem ser paralisadas sem programação”, adianta Gurgel, destacando a principal vantagem do MRA. 

Planos oferecem três versões e os óculos são cedidos em comodato

Gurgel destaca que o Metso Remote Assistance foi intensamente testado pelos próprios técnicos da Metso que, aliás, são usuários da tecnologia quando estão em campo. Agora, a oferta passa a ser uma opção comercial disponibilizada em três planos – Básico, Intermediário e Prime. O diferencial entre eles é a quantidade de atendimentos mensais e emergenciais. 

Todos os planos oferecem pelo menos um deles em regime de comodato e o dispositivo foi testado pela Metso para atender as necessidades das minerações locais. Simplificadamente, o smart glass funciona como um sensor remoto do software que permite a transmissão de logs operacionais e imagens in loco e em tempo real para o Centro de inteligência da Metso, onde um comitê de especialistas está pronto para o  suporte cujo atendimento varia de acordo com cada plano. Os especialistas da Metso, por sua vez, podem buscar informações em banco de dados e até mesmo outros profissionais da companhia, inclusive internacionais.  

No Brasil, o MRA foi aperfeiçoado para atender todas as condições onsite. De acordo com Gurgel, as mudanças incluíram a necessidade de melhoria das imagens enviadas para o Centro de Inteligência. Para aumentar a nitidez – detalhe importante porque o especialista remoto precisa entender o problema para o correto direcionamento da solução – a Metso recomenda o uso de redes celulares em 4G. Imagens mais nítidas permitem o entendimento mais rápido dos desenhos técnicos e de fotos trocadas entre as duas pontas e a orientação – passo a passo – para a resolução das falhas.

Pandemia acelerou a oferta de soluções remotas 

Outra mudança foi o comando do serviço. Antes acionado somente por voz, ele passou a ser feito também por digitação. Com essa opção, os técnicos evitam problemas de pronúncia ou de serem mal interpretados devido ao barulho comum nas plantas de processamento mineral. A comunicação sonora também foi otimizada  na versão comercial do MRA. Agora, um sistema de áudio por Bluetooth foi acoplado no protetor auricular do técnico em campo, tornando a ferramenta mais integrada, o que é outra característica das novas tecnologias digitais. 

“Antes da pandemia, o mercado já discutia a Indústria 4.0, mas as restrições atuais mostraram que é necessário acelerar o uso dos recursos de digitalização como acontece com outros segmentos”, argumenta Gurgel. “O lançamento da versão comercial do MRA no Brasil acontece no timing exato para atender esse novo cenário”, finaliza.  

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