FAPESP amplia prazo para submissão de propostas ao edital PIPE COVID-19

Pequenas empresas e startups têm até 22 de maio para apresentar projetos de escalonamento de produtos e processos para o combate à doença. Seis iniciativas já foram selecionadas na primeira etapa

A FAPESP já selecionou seis projetos submetidos por startups e pequenas empresas ao edital “Pesquisa para o Desenvolvimento de Tecnologias para Produtos, Serviços e Processos para o Combate à COVID-19”. As propostas aprovadas somam R$ 6 milhões, de um total disponível de R$ 20 milhões. Assim, como previsto originalmente, foi aberta uma segunda etapa de apresentação de propostas ao edital com prazo até 22 de maio.

As empresas que tiveram suas propostas denegadas na primeira etapa podem redesenhar o projeto com base no parecer do assessor da FAPESP responsável pela análise e submetê-lo novamente para avaliação.

O edital oferece, no âmbito do Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE-Fase 3), em parceria com a Financiadora de Inovação e Pesquisa (Finep), uma linha especial de financiamento a startups e pequenas empresas dispostas a aplicar ou escalonar processos ou produtos inovadores relacionados à doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), como kits diagnósticos, ventiladores pulmonares e equipamentos de proteção individual (EPIs), entre outros.

Projetos aprovados


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A Timpel terá o apoio da FAPESP para escalonar a produção e colocar no mercado um equipamento de tomografia por impedância elétrica para o tratamento de pacientes com insuficiência respiratória e necessidade de ventilação artificial em decorrência da COVID-19.

O equipamento foi desenvolvido no âmbito de um Projeto Temático apoiado pela FAPESP e conduzido na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FM-USP) pelo pesquisador Marcelo Amato (leia mais em pesquisaparainovacao.fapesp.br/1334).

A Setup Automação e Controle de Processos vai desenvolver ventiladores pulmonares portáteis de baixo custo, testes funcionais e calibração automatizada.

A empresa já contou com apoio do PIPE-FAPESP (Fase 2) para desenvolver um sensor de medição de alta precisão para as linhas de luz do Sirius, a nova fonte de luz síncrotron do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas. Tecnologia semelhante será agora empregada nos ventiladores pulmonares.

A Cellco Biotec do Brasil vai produzir kits diagnósticos para a detecção de COVID-19 pelo método RT-PCR multiplex, com resultados em tempo real. A empresa já tem apoio da FAPESP e da Finep, no âmbito do PIPE-PAPPE Subvenção, para desenvolver processo de produção de DNA polimerases – enzimas empregadas na manipulação in vitro do material genético – para a produção de reagentes básicos de biologia molecular.

A Isgame, startup de programação de games para idosos apoiada pelo PIPE-FAPESP (Fase 2), contará com recursos para adaptar sua tecnologia ao monitoramento e à manutenção da saúde física e mental de idosos em quarentena e no período pós-quarentena.

A Opto Tecnologia Optrônica, empresa especializada no desenho e fabricação de sistemas optrônicos para produtos e soluções aeroespaciais, de defesa e industriais, desenvolverá um sistema de identificação do estado febril em pessoas por meio de imagens nos espectros visível e termal. A empresa tem apoio do PIPE-FAPESP (Fase 2) para o desenvolvimento de sistema embarcado para correção de espalhamento pontual em satélites miniaturizados.

A Biolinker Biologia Sintética, empresa que sintetiza e avalia potencial terapêutico de proteínas, vai desenvolver diagnóstico sorológico de baixo custo e alta performance. A empresa já teve o apoio da FAPESP para otimizar a biossíntese de proteínas e conta com recursos do PIPE para desenvolver um sistema miniaturizado e integrado para a otimização de campos magnéticos que será empregado no processo lab-on-chip.

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